Começa reprodução simulada do caso DG

Agentes da Polícia Civil chegaram em mais de 10 viaturas. Um carro do Corpo de Bombeiros dá apoio à reconstituição

Por O Dia

DG levou um tiro nas costas durante ação policial no Pavão-PavãozinhoReprodução

Rio - Começou por volta das 15h15 desta segunda-feira na comunidade Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, a reprodução simulada da morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, do programa "Esquenta".

Aproximadamente 45 agentes da Polícias Civil chegaram em mais de dez viaturas, dentre estas da Core e Divisão de Homicídios (DH). Um carro do Corpo de Bombeiros presta apoioà reconstituição.

DG foi morto no dia 22 de abril, no Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na Zona Sul, durante operação dos policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade.

Na parte da tarde é feita a reconstituição do momento onde o corpo foi localizado, nos fundos de uma creche. Pouco depois das 17h, três homens à paisana, de boné, chegaram ao local. A Polícia não confirma se tais pessoas são os PMs que encontraram o corpo do dançarino

 A partir das 19h será feita a reprodução simulada do confronto entre policiais e traficantes do Pavão-Pavãozinho com a presença de PMs da UPP.

A reprodução simulada havia sido adiada duas vezes na semana passada, por conta da paralisação de 48h feita pelos policiais civis.

O tiroteio entre policiais e traficantes que vitimou o dançarino pode não ter começado de forma casual. O secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame disse que os PMs foram atacados a tiros na localidade Vietnã por bando que tinha o aval do chefe do tráfico Adauto do Nascimento Gonçalves, o Pitbull. Ainda segundo o secretário, os policiais foram checar denúncia sobre a presença do criminoso, quando foram recebidos a tiros.

Em frente ao local onde o corpo foi encontrado%2C moradores pintaram um muro com a imagem do dançarino e o pedido de justiçaHerculano Barreto Filho / Agência O Dia

Foragido do sistema penitenciário desde junho, quando ganhou o direito de passar para o regime semiaberto (quando o preso pode sair durante o dia), o criminoso retornou para o Pavão-Pavãozinho depois de uma breve temporada em Duque de Caxias. E fez justamente da localidade onde ocorreu o confronto de segunda-feira seu reduto.

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