Ladrão rouba táxi e foge pela contramão na Ponte

Criminoso bate em outros quatro veículos e abandona carro em Duque de Caxias

Por O Dia

Rio - O roubo de um táxi no Centro, por pouco, não terminou em tragédia na Ponte Rio-Niterói, nesta terça-feira de madrugada. O criminoso seguiu na pista sentido Niterói, mas, repentinamente, mudou a rota de fuga. Ele bateu em outros quatro veículos e abandonou o carro horas depois na Rodovia Rio-Magé, na altura de Duque de Caxias, na Baixada. Não houve feridos. O ladrão fugiu.

A ação criminosa que vitimou o taxista João Cavalcante Sobrinho, de 65 anos, teve início por volta das 23h, quando o Palio Adventure foi roubado: “Aguardava um passageiro na Av. Almirante Barroso quando fui abordado por um jovem. Ele gritou: ‘Perdeu, perdeu!’. Mas como ele estava desarmado, eu reagi com golpe de barra de ferro na cabeça dele. Ainda tentei quebrar os dedos de uma de suas mãos”, contou o paraibano, que trabalha como taxista no Rio há 35 anos.

Ele ainda afirmou que o criminoso, por ter um forte porte físico, tomou sua barra de ferro e ainda o agrediu com um golpe, além de empurrá-lo. O taxista chegou a cair.

“O bandido arrancou com o carro. É a terceira vez que tenho o táxi roubado. Trabalhar no Centro do Rio é perigoso demais”, desabafou o motorista, que registrou o caso na 5ª DP (Gomes Freire).

COMBOIO MONTADO

Segundo informações da concessionária responsável pela Ponte Rio-Niterói, o carro entrou no elevado à 1h23. Um comboio foi armado para evitar colisões frontais, e a Polícia Rodoviária Federal foi acionada. Ainda de acordo com a concessionária, os painéis luminosos da via foram usados para alertar aos usuários sobre o incidente.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que agentes chegaram a perseguir o veículo, que não foi alcançado. Foram feitas buscas na região da Rodoviária e também pela Avenida Brasil. As imagens das câmeras de segurança da Ponte já foram recolhidas e o caso está sendo investigado para identificar o criminoso.

Presidente da cooperativa Cooparioca, da qual João faz parte, Severino Vicente de Lima afirmou que o táxi poderia ter colidido com mais veículos. “Se fosse mais cedo haveria uma desgraça, pois iria bater em outros carros. O estrago seria maior. Em caso de assalto, não se deve reagir”.

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