Moradores denunciam degradação de prédio no Flamengo

Seop fez vistoria no edifício nesta sexta-feira e encontrou lixo, ninhos de ratos e água infestada de insetos

Por O Dia

Rio - O prédio Morro da Viúva, que pertence ao Clube de Regatas do Flamengo e é administrado pelo Grupo EBX, do empresário Eike Batista, está em condições degradantes que podem ser permanentes por falta de controle. O edifício, que fica na Avenida Rui Barbosa, 170, no Flamengo, Zona Sul do Rio, era administrado pelo clube até 2012, data em que a então presidente Patrícia Amorim celebrou acordo com a empresa REX, segmento imobiliário da EBX, para transformar o local em um hotel.

Prédio na Avenida Rui Barbosa%2C no Flamengo%2C está abandonado. Associação de moradores quer medidas para conservaçãoFabio Gonçalves / Agência O Dia

Com a crise nas empresas de Batista, as obras nunca aconteceram. Hoje, o prédio está abandonado, pichado, com grande volume de lixo e pode ser vetor de doenças. Nesta sexta-feira, uma inspeção da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal, Vigilância Sanitária, Defesa Civil e Comlurb encontrou fiações soltas, ninhos de ratos, caramujos africanos e muitos dejetos pelos corredores do edifício. A caixa d'água estava destampada infestada de insetos e a água encontrada foi levada para análise para constatar se há larvas do mosquito da dengue. O laudo da Seop deve ficar pronto na segunda-feira.

Seop fez vistoria no local e encontrou lixo%2C ninho de ratos e água infestada de insentosFabio Gonçalves / Agência O Dia

A vistoria foi pedida pela  Associação de Condomínios do Morro da Viúva (Amov), que representa os moradores da região. A presidente da Amov, Maria Thereza Sombra, afirmou que a situação se agravou nos últimos três meses. "O prédio já foi pichado e não há segurança no local. Antes, uma equipe ficava aqui. Agora são apenas dois porteiros de manhã e dois à noite. Janelas, pias, esquadrias e até tampas de privadas já foram retiradas e um homem nu chegou a ser visto no local. A Amov está continuamente conversando com a EBX para buscar uma solução. Vou pedir providências ao prefeito e também ao secretário Beltrame, pois não temos segurança", disse Maria Thereza.

A Amov pretende ainda contatar um advogado para verificar quais outras medidas podem ser tomadas. "A situação é preocupante. Além de uma possível invasão, corre-se ainda o risco de uma infestação de animais, como ratos e baratas, provocando assim doenças dos moradores da região", explicou Sombra.

O vice-presidente de patrimônio do Flamengo, Wallim Vasconcellos, foi sucinto sobre a responsabilidade da administração do Morro da Viúva. "Toda responsabilidade é da EBX. Estamos conversando continuamente com eles para buscar uma solução, mas já nos disseram que não há jeito. Além da vizinhança, que pode sofrer com doenças, há o perigo do prédio ser invadido. Nós procuramos a EBX porque o Flamengo tem direito a uma receita do empreendimento. Até agora, não nos deram uma posição, se vão buscar outra operadora ou grupo para administrar o local", relatou Vasconcelos.  Procurada pelo DIA, a EBX não foi encontrada para explicar a condição do imóvel.

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