Suspeito baleado no Pavão-Pavãozinho pertence à família de classe média

De acordo com parentes, ele foi criado em Copacabana e se mudou para a comunidade há dois anos

Por O Dia

Rio - O jovem acusado pela polícia de ser o terceiro homem na hierarquia do tráfico no Pavão-Pavãozinho — baleado na cabeça em tiroteio na favela de Copacabana, sexta-feira — pertence a uma família de classe média. Raphael Oliveira dos Santos, o Playboy, de 19 anos, foi criado pelos avós no bairro e, segundo parentes, se mudou para a comunidade há dois anos.

Além de Raphael , foram baleados Evelyn, de 14, e o irmão dela Gilson, de 2 anos, que estavam na porta de casa. O estado de saúde do primeiro é grave; já os irmãos devem receber alta nos próximos dias do Hospital Miguel Couto, na Gávea. De acordo com a delegada Thayanne Moraes, da 12ª DP (Copacabana), contra Playboy havia mandado de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico em inquérito da 13ª DP (Ipanema).

Ainda de acordo com a delegada, os PMs apreenderam uma pistola 9 mm, cerca de 300 pinos de cocaína, maconha, haxixe, três celulares, uma balança de precisão e R$ 664 em espécie. O material seria de Raphael.

A família, porém, nega envolvimento do rapaz com o crime. Raphael tem uma filha de 3 anos com uma adolescente de 17, moradora do Pavão-Pavãozinho. Segundo um parente que não quis se identificar, Raphael estudou em bons colégios e começou a frequentar a comunidade ainda na adolescência. Por ele andar bem vestido e ser bonito, parentes contam que o rapaz sempre fez sucesso com as mulheres do local e chegou a se envolver com algumas delas.

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