Deputados visitam policiais presos por mortes de jovens em Costa Barros

'Queremos saber qual é a orientação do comando sobre a abordagem policial que me parece inadequada', explicou o presidente da CPI dos Autos de Resistência, Rogério Lisboa

Por tiago.frederico

Rio - Os quatro policiais militares acusados do assassinato de cinco jovens, no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte, no último fim de semana, são ouvidos nesta sexta-feira por deputados que integram comissões parlamentares de inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Os agentes do 41º BPM (Irajá) estão presos na Penitenciária Vieira Ferreira Neto, em Niterói, na Região Metropolitana.

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"Queremos saber qual é a orientação do comando sobre a abordagem policial que me parece inadequada no Estado do Rio de Janeiro, causando um monte de vítimas inocentes. O Rio tem uma média de 600 mortos por ações policiais no ano, enquanto o Espirito Santo tem apenas três", explicou Rogério Lisboa (PR). Presidente da CPI dos Autos de Resistência, ele disse que "o caso de Costa Barros, infelizmente, é mais um, como o caso da Rayssa e do Eduardo".

Carro onde cinco jovens foram fuzilados no último fim de semanaMarina Brandão / Agência O DIA

A CPI, segundo o parlamentar, quer apresentar propostas e já vem trabalhando com ações. "Houve resistência dos comandantes para aceitar uso de câmeras nos coletes. É estranho que a gente veja imagens, como vimos no fim de semana, já que o uso de câmera na viatura é obrigatório", acrescentou.

Também participam da visita os deputados Marcos Muller (PHS), Luiz Martins (PDT) e Flávio Bolsonaro (PP), que integram as comissões que apuram as mortes de policiais e o desvio de armas da polícia, entre outros parlamentares. "Nossa função é trabalhar para que não morra mais ninguém, nem policiais, nem bandidos. Queremos entender o que levou os policiais à ação, entender as causas e as condições que eles trabalham", explicou Marcos Muller.

Reportagem da estagiária Maria Clara Vieira

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