PRF prende na Dutra operador de Cabral suspeito lavar pelo menos R$ 10 milhões

Ari Ferreira da Costa Filho foi preso quando passava de carro na rodovia na Pavuna, na Zona Norte. Ele foi levado para a sede da Polícia Federal

Por O Dia

Rio - Procurado desde o início da manhã por agentes da Polícia Federal (PF) durante a operação Mascate, Ari Ferreira da Costa Filho foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela PF na Via Dutra, na Pavuna, na Zona Norte. Arizinho, como é conhecido, é apontado como operador de Sérgio Cabral e suspeito de lavar pelo menos R$ 10 milhões. 

Segundo a PRF, por volta das 13h, os policiais rodoviários federais receberam informação da Polícia Federal de que Arizinho passaria pela rodovia. Os agentes da PRF montaram pontos de fiscalização ao longo da rodovia e conseguiram prendê-lo. Ele estava acompanhado da mulher, numa Pajero, e não ofereceu resistência. Ele foi levado para a sede da Polícia Federal, na Praça Mauá. 

"Arizinho" (camisa branca) foi preso pela PRF e PF na Dutra%2C em Nova IguaçuDivulgação / PRF

Segundo as investigações, Ari atuava repassando os valores à concessionárias de veículos pertencentes a um mesmo grupo familiar. O dinheiro retornava através de contratos fictícios firmados entre consultorias de fachada e as revendedoras de carros.

Ainda de acordo com as investigações, outra parte dos valores entregue a um dos sócios foi utilizado para a aquisição de sete imóveis que foram registrados em nome de uma empresa imobiliária pertencente ao mesmo empresário.

A PF fez buscas mais cedo em imóveis de Costa Filho e de pessoas ligadas ao ele, mas ele não tinha sido encontrado. O operador começou a trabalhar com Cabral na década de 1980 e, segundo as investigações, em 1996 começou a trabalhar em um cargo comissionado no gabinete de Cabral. Posteriormente, teve passagens por várias secretarias no governo do peemedebista no Rio. Costa Filho se tornou assessor especial do ex-governador e estava no governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) até poucos dias atrás.

Essa já é a terceira operação policial contra o esquema de corrupção do grupo supostamente liderado por Sérgio Cabral e que teria arrecadado milhões em propinas de obras de grandes empreiteiras com o Estado no período em que o político foi governador do Rio, de 2007 a 2014. A operação foi autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio.

Ari Ferreira da Costa Filho%2C o Arizinho%2C foi preso na Via Dutra%2C em Nova IguaçuReprodução TV Globo

Ao menos nove acusados de atuarem como operadores financeiros do esquema de Cabral, entre doleiros e responsáveis por cobrar e transportar os pagamentos ilícitos, já foram presos pela PF no Rio desde que a Operação Calicute foi deflagrada, no dia 17 de novembro de 2016.

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