MP abre inquérito sobre instalação de home theater em presídio onde está Cabral

Equipamento seria uma doação da Igreja Batista do Méier, segundo Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). No entanto, a instituição disse que não autorizou doação de aparelho eletrônico

Por O Dia

Rio - O Ministério Público (MP) abriu inquérito, nesta terça-feira, para investigar a instalação de um equipamento de home theater na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. No local estão presos o ex-governador Sérgio Cabral e outros condenados na Operação Lava Jato no estado. O equipamento é composto de televisão de tela grande, caixas de som e aparelho de DVD e funciona como uma espécie de sala de cinema. 

Ex-governador Sérgio Cabral Márcio Mercante / Agência O Dia

“Diante das notícias veiculadas sobre irregularidades na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informa que há procedimento em curso na 24ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal para apurar possível prática de crimes contra a administração pública, falsidade ideológica ou material”, informou em nota o MP, dizendo que também serão investigados eventuais atos de improbidade administrativa.

O equipamento seria uma doação da Igreja Batista do Méier, segundo Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). No entanto, a instituição esclareceu em nota que não autorizou doação de aparelho eletrônico a qualquer complexo penitenciário. Disse ainda que investigará se algum membro da congregação se envolveu no episódio. “A Igreja tem por hábito rejeitar quaisquer ofertas, doações e legados, quando estes tenham origem, natureza ou finalidade que colidam com os princípios éticos e cristãos exarados na Bíblia Sagrada”, destacou a igreja em nota.

A secretaria também se manifestou por nota, esclarecendo que já é fiscalizada pelo Ministério Público e pelo Judiciário e que recebe sempre doações de entidades religiosas cadastradas previamente.

“Tais doações somente são recebidas mediante termo de doação assinado pelos doadores e com as referidas notas fiscais dos produtos doados. A Seap informa que, infelizmente, vai suspender qualquer tipo de doação feita por entidades religiosas para unidades prisionais”, disse a secretaria. 


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