Fidelidade e coerência, as marcas de 'Sob Pressão'

Por O Dia

Ontem, a Globo exibiu o último capítulo de 'Os Dias Eram Assim', de Alessandra Poggi e Ângela Chaves, que procurou retratar um dos períodos mais tristes e conturbados da nossa história. Trabalho que, por absoluto acaso, teve até um pouco do "ame-o ou deixo-o", indecoroso e sem sentido slogan da revolução militar de 1964. Assim como existiram aqueles que odiaram, houve quem aplaudisse de pé. A boa audiência prova.

Hoje, chega ao fim a série 'Sob Pressão', realização conjunta, Globo - Conspiração Filmes, como um passo importante à frente da nossa dramaturgia, ao abordar assunto tão comum à grande maioria do povo brasileiro. Foi quase um documentário do cotidiano de muitos, que estão integrados ou são obrigados a se valer da precariedade do nosso sistema de saúde. E isto através de histórias muito bem amarradas, dirigidas na ponta da agulha e interpretações brilhantes de todo um elenco, encabeçado por Julio Andrade e Marjorie Estiano.

Uma, 'Os Dias Eram Assim', e outra, 'Sob Pressão', revelam que, na sua teledramaturgia, a Globo está, cada vez mais, acertando no atacado e errando no varejo.

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