HOMEM É ENCONTRADO MORTO

Por O Dia

Um homem foi encontrado morto, com pelo menos um tiro, na Rua Auricuri, em Campo Grande, na manhã de ontem. Rômulo de Souza Lima, de 36 anos, estava no meio do asfalto, já em óbito. Agentes da Delegacia de Homicídios, que investiga o caso, estiveram no local, perto da Estrada Rio-São Paulo, e realizaram perícia. Os agentes fizeram busca na região para encontrar possíveis testemunhas e imagens de câmeras de segurança instaladas próximo de onde ocorreu o crime para tentar identificar os criminosos.

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Cabral (à esquerda) e Bretas (à dir.) durante encontro no tribunal - Reprodução de video

Condenado a 72 anos de prisão, em apenas três dos 16 processos em que é réu, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) vai cumprir pena em um presídio federal. A transferência atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF) feito durante audiência na 13ª Vara Federal do Rio, quando Cabral, além de confrontar o juiz Marcelo Bretas, revelou conhecer detalhes pessoais da família do magistrado, o que foi interpretado como 'ameaça velada'. Bretas aceitou o pedido. No entanto, até a noite de ontem ainda não tinha sido definida para qual unidade Cabral será transferido, já que é o Ministério da Justiça que vai decidir.

Autor do pedido, o procurador da República Sérgio Pinel, argumentou que o réu Cabral demonstrou ter acesso a informações sigilosas, que não deveria conhecer. "O que levou o Ministério Público Federal a requerer a transferência de Sérgio Cabral foi uma afirmação no seu interrogatório de que teria obtido na prisão informações a respeito da vida da família do magistrado. Isto o MPF acha que é muito grave. A prisão não tem sido suficiente para afastar o réu de informações de fora da cadeia e levou a pedir sua transferência", explicou Pinel. Cabral está desde maio na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.

Na mesma audiência, Cabral acusou o magistrado de querer aparecer às suas custas. "O senhor está encontrando em mim uma possibilidade de gerar uma projeção pessoal me fazendo um calvário", disse o ex-governador, que sofreu duas condenações de Bretas. Uma de 13 anos e outra de 45 anos (a terceira condenação, também de 13 anos, foi do juiz Sérgio Moro, de Curitiba). O advogado Rodrigo Roca, que defende o ex-governador, considerou a decisão arbitrária e ilegal. Roca disse que vai recorrer.

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