PF desarticula organização criminosa que prometia fraudar eleição municipal

Criminosos diziam ter contato com uma empresa que atualiza o software das urnas eletrônicas e cobrariam R$ 5 milhões para, supostamente, fraudar a eleição para prefeito

Por O Dia

Porto Alegre  – Agentes da Polícia Federal (PF) desarticularam, nesta terça-feira, uma organização criminosa que prometia fraudar urnas eletrônicas nas eleições municipais de 2016. A denúncia partiu de um prefeito de município da região metropolitana de Porto Alegre. Os criminosos diziam ter contato com uma empresa que atualiza o software das urnas eletrônicas e cobrariam R$ 5 milhões para fraudar a eleição para prefeito e R$ 600 mil para, fraudar a eleição para vereador.

Polícia Federal desarticula quadrilha que prometia fraldar eleiçãoAgência Brasil

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, sendo dois em Brasília e um em Xangri-lá (RS); três mandados de condução coercitiva em Xangri-lá (RS), Canoas (RS) e Piripiri (PI); e cinco mandados de busca e apreensão em Canoas (RS), Xangri-lá (RS), Goiânia (GO) e dois em Brasília (DF).

Após o cumprimento dos mandados, a PF constatou que crime caracteriza estelionato, pois não há indícios de que os criminosos realmente poderiam obter êxito em fraudar as urnas eletrônicas e nem mesmo teriam contato com a empresa de atualização de software.

Segundo a Secretária de Tecnologia da Informação do Tribunal Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), a urna eletrônica possui mecanismos de segurança que garantem que somente os programas gerados na cerimônia de lacração, única oportunidade em que a chave de assinatura oficial dos sistemas é utilizada, possam ser executados com status de aplicação oficial. Nessa oportunidade, os programas são inspecionados, fazendo com que não haja como alguém gerar um programa malicioso para fraudar a eleição.

Os presos responderão pelos crimes de estelionato e organização criminosa, cujas penas variam de quatro a treze anos de reclusão e serão encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça Eleitoral.





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