Governador do Tocantins depõe em investigação sobre fraudes em obras públicas

Operação Convergência apura contratos que custaram cerca de R$ 850 milhões aos cofres tocantinenses

Por O Dia

Tocantins - A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira, a Operação Convergência para apurar suspeita de pagamentos indevidos em obras de infraestrutura no Tocantins. O governador Marcelo Miranda (PMDB) foi intimado por policiais e prestou depoimento ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, na sede da Justiça Federal no estado.

Segundo a PF, foram encontrados indícios de irregularidades em obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica realizadas entre os anos de 2011 e 2014. As obras custaram cerca de R$ 850 milhões e geraram créditos indevidos a empresários, de acordo com o órgão.

O depoimento de Miranda ao ministro Mauro Campbell durou cerca de uma hora. Além do advogado do governador, estavam presentes representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal. A assessoria do governo informou que Miranda “colaborou com a Justiça e, em seguida, voltou a cumprir seus compromissos”.

Marcelo Miranda (PMDB)%2C governador de Tocantins%2C é investigado na operaçãoDivulgação/Governo do Estado do Tocantins

A Operação Convergência é um desdobramento da Operação Ápia, cuja primeira fase foi deflagrada em outubro de 2016. Também estão sendo apurados indícios de crimes identificados pela Operação Reis do Gado, deflagrada em novembro de 2016.

Além de Miranda, a Reis do Gado envolve parentes e pessoas de confiança do chefe do executivo estadual e o ex-governador Siqueira Campos (PSDB). Ao apurar suspeitas de fraudes em contratos de licitações públicas, a PF concluiu que – só no âmbito da Operação Reis do Gado – os prejuízos aos cofres públicos podem ter totalizado cerca de R$ 200 milhões.

Devido ao foro privilegiado de Miranda, o processo tramita em segredo de Justiça, no STJ – que não se manifestou a respeito do depoimento colhido pelo ministro Mauro Campbell.

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