Bomba-relógio em forma de crise está prestes a explodir no Flamengo

Comissão técnica e departamento médico não se entendem sobre constantes lesões e travam briga velada nos bastidores

Por O Dia

Flamengo já viveu momentos melhoresMárcio Mercante

Rio - Uma crise, ainda velada, está prestes a explodir no Flamengo, como uma bomba-relógio. A comissão técnica e o departamento médico não se entendem sobre as constantes lesões, apontadas por Vanderlei Luxemburgo como o principal motivo da eliminação no Campeonato Carioca. O treinador e o médico José Luiz Runco conversam apenas o necessário, sempre sobre assuntos profissionais.

É uma briga de responsabilidades. De um lado, a comissão técnica entende que os jogadores machucados têm sido liberados precocemente para treinar. Já para departamento médico, o problema é de planejamento da preparação física, comandada por Antonio Mello, braço direito de Vanderlei desde 1997.

Terça-feira, no Ninho do Urubu, o treinador afirmou que Nixon, Paulinho, Samir e Alecsandro permaneciam sob os cuidados dos médicos do clube. Estes, porém, garantiram que o grupo estava liberado para trabalhar a parte física.

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Canteros, titular no coletivo de terça, não treinou quinta. A ausência do argentino gerou nova discórdia e mais desencontro de informações.

No dia seguinte, Runco recebeu Mello em sua sala, no Ninho do Urubu, para uma reunião. Ambos deixaram o recinto com cara de poucos amigos. No momento, em Atibaia, Nixon e Paulinho continuam entregues ao departamento médico. Ou à preparação física. Depende do ponto de vista.

Solicitado, nesta segunda-feira, para esclarecer a situação da dupla, Mello não conversou com os jornalistas. Hoje, porém, o médico Márcio Tannure deve conceder uma entrevista coletiva. Procurado, Runco não respondeu às ligações do ‘Ataque.’

Eduardo da Silva sentiu desconforto em treinamentoDivulgação

Um time de machucados

As lesões têm atrapalhado o trabalho da comissão técnica desde o início do ano. Em janeiro, ainda durante a pré-temporada em Atibaia, Eduardo da Silva sentiu um incômodo na coxa direita. O desconforto o tirou dos primeiros jogos da temporada e ainda lhe custou a vaga de titular.

Desde então, o departamento médico dificilmente fica vazio. Samir sofreu um estiramento. Everton, Paulinho, que operou o joelho em 2014, e Arthur Maia também desfalcaram o time em vários jogos por causa de dores na coxa.

Além dos problemas musculares, Anderson Pico passou por uma artroscopia no joelho direito; Nixon foi submetido a uma cirurgia na mesma região da perna esquerda; Canteros e Cáceres sofreram com dores no joelho esquerdo e no quadril, respectivamente; Paulo Victor teve um corte na cabeça na estreia do Campeonato Carioca, contra o Macaé; e Alecsandro ficou fora da viagem para Juazeiro do Norte, por causa de uma pancada que levou no pé esquerdo.