Conselho de Segurança reúne para discutir teste de míssil da Coreia do Norte

O teste aconteceu neste domingo em Pyongyang

Por O Dia

Nova York - Os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul solicitaram conversas diplomáticas com urgência na Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira, com a intenção de tratar do recente lançamento de um míssil balístico pela Coreia do Norte. Seul condenou a ação do vizinho, qualificando como "ameaças sérias militares e de segurança", além de prever mais testes do tipo.

Foto divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte do teste nuclear feito no domingoKCNA / Divulgação

Um porta-voz da Missão dos EUA para as Nações Unidas disse na noite do domingo que a reunião sobre o assunto deve ocorrer nesta segunda-feira. A fonte pediu anonimato, por não estar autorizada a discutir o assunto em público. A Missão da ONU para a Ucrânia, que detém a presidência rotativa do Conselho de Segurança, confirmou posteriormente que as consultas sobre a Coreia do Norte ocorrerão na tarde desta segunda-feira.

O teste de míssil norte-coreano, que contrariou resolução da ONU, é visto como um desafio implícito ao governo do presidente dos EUA, Donald Trump. O presidente republicano prometeu manter uma linha rígida com Pyongyang, mas ainda não apresentou sua estratégia para lidar com o país.

A imprensa estatal norte-coreana disse que o líder Kim Jong Un estava no local para observar o lançamento e mostrou-se satisfeito com a expansão das capacidades estratégicas de ataque do país. "Há sérias ameaças militares e de segurança", afirmou Jeong Joon-hee, porta-voz do Ministério da Unificação, em diálogo com repórteres. "Pyongyang não tem intenção de recuar em sua meta de se tornar um país com armas nucleares."

A imprensa norte-coreana disse que o teste comprovou "a confiabilidade e a segurança" de um novo sistema de lançamento móvel, o combustível sólido que foi usado e dispositivos de direcionamento e controle do míssil balístico. O combustível sólido pode fazer os mísseis chegarem mais longe e tornar a detecção deles antes do lançamento mais difícil, porque eles podem ser preparados mais rápido que os mísseis de combustível líquido. O comunicado da imprensa estatal também diz que o míssil pode levar uma ogiva nuclear. 

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