Deputados articulam criação da 'CPMI dos black blocs'

Além da participação de black blocs, comissão vai investigar o suposto aliciamento de jovens para promover atos de vandalismo nas manifestações

Por O Dia

Brasília - Os deputados Eduardo Cunha, do PMDB, e Fernando Francischini, do Solidariedade articularam nesta terça-feira a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a participação dos black blocs nas manifestações e o suposto aliciamento de jovens para participar dos protestos praticando atos de vandalismo.

Para a CPMI ser criada, é necessário colher as assinaturas de 171 deputados e de 27 de senadores. Francischini declarou que dez partidos na Câmara já apoiaram a proposta. Endossaram o pedido de CPMI as lideranças do PR, PP, PSDB, DEM, PPS, PSD, PDT, PSC, PTB e Minoria. O líder do Solidariedade declarou também que pretende se reunir ainda nesta terça, com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para conseguir o apoio dos senadores.

Para o deputado, só uma CPMI tem o poder de investigar a possível participação de pessoas com foro privilegiado, ou seja, autoridades no aliciamento de black blocs. A suspeita foi levantada pelo advogado Jonas Tadeu, que defende o acusado de lançar o rojão que matou o cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Andrade. Segundo o profissional, jovens recebiam pelo menos R$ 150 para promover quebra-quebra em manifestações.

"Vemos que as manifestações estão esvaziadas pelo medo, e há a possibilidade de que pessoas estejam pagando manifestantes e controlando o quebra-quebra", disse Francischini.

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