Detidos em quarto ato contra aumento de passagens são liberados em SP

O movimento Passe Livre divulgou nas redes sociais que todas as manifestações reuniram cerca de 30 mil participantes

Por O Dia

São Paulo - As quatro manifestações simultâneas desta terça-feira – convocadas pelo movimento Passe Livre contra o aumento da tarifa no transporte público coletivo na capital paulista – terminou com cinco pessoas detidas. Dois rapazes estariam com martelo, máscaras, luvas e um estilingue na mochila. Eles foram ouvidos na delegacia e liberados em seguida. Outros três suspeitos foram liberados ainda no local.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) informou que os dois foram conduzidos no início do protesto pela Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (Rocam) ao 14º Distrito Policial (Pinheiros).

Segundo a secretaria, ao final do protesto, um pequeno grupo que saiu das proximidades da prefeitura tentou interditar a Avenida Ipiranga, próximo à Estação República do Metrô. A PM atirou bombas para liberar a via. Três pessoas foram detidas por atear fogo em lixeiras.

O movimento Passe Livre divulgou nas redes sociais que todas as manifestações reuniram cerca de 30 mil participantesAgência Brasil

A maior concentração de manifestantes ocorreu na região central, onde a passeata partiu do cruzamento das avenidas Faria Lima e Rebouças. Uma parte dos manifestantes seguiu até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Nos dois trechos, a polícia contabilizou 1,2 mil manifestantes.

Outras duas manifestações, convocadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), seguiram da estação Itaquera do Metrô até a estação Patriarca, na zona leste, e da estação Capão Redondo do Metrô até a Ponte João Dias, na zona sul. O Passe Livre divulgou nas redes sociais que todos os atos desta terça-feira reuniram 30 mil participantes.

Secretaria

Em nota, a secretaria criticou, no entanto, a falta de antecedência na divulgação do trajeto das passeatas. “Apesar de os manifestantes divulgarem o trajeto com poucas horas de antecedência – prejudicando a população, que fica sem saber qual destino tomar para retornar para casa, além de deixar as autoridades com menos tempo para reorganizar o trânsito e as linhas de ônibus –, a mobilização da PM garantiu que os atos ocorressem sem grandes problemas.”

Na próxima quinta-feira, o MPL informou que haverá nova manifestação contra o aumento da tarifa, desta vez, saindo do Terminal Parque Dom Pedro II, no centro, com concentração às 17h.

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