Editorial: Rio não pode padecer a cada acidente

O mais inacreditável é contar, nos últimos meses, pelo menos outras três situações de paralisação das vias por causa de colisões ordinárias

Por O Dia

Rio - Somente um cataclismo de proporções bíblicas justificaria o colapso observado no trânsito da cidade ontem. Mas não: tratou-se de um acidente banal, embora com um morto, que impôs a milhares de cariocas uma manhã de transtornos e prejuízos. O mais inacreditável é contar, nos últimos meses, pelo menos outras três situações de paralisação das vias por causa de colisões ordinárias.

O incensado Centro de Operações Rio, com seus monitores, mapas, sensores e que tais, pouca serventia terá se não houver nas ruas equipes ágeis para lidar com as mais diversas situações. E se espera mais poder de decisão de quem se enfurna naquele escritório tecnológico.

Uma cidade exageradamente dependente do asfalto não pode padecer a cada acidente; é de se imaginar o que aconteceria se um avião despencasse sobre a Ponte: ficariam o Rio e Niterói ilhados por meses? Trata-se de saber investir em pessoal — perícia inclusive — para que não se perca tanto dinheiro e não se corram tantos riscos em megaengarrafamentos.