Furtos foram 74% dos registros com o público da Copa no Rio

Segundo Secretaria de Segurança, não houve ocorrências graves com torcedores

Por O Dia

Rio - O balanço da Secretaria de Segurança Pública do estado mostrou que não houve registro de crimes graves envolvendo os torcedores que vieram ao Rio para a Copa do Mundo. Os furtos foram 74% do total de delitos oficializados nas delegacias policiais. Os casos de cambismo vieram em segundo lugar, com 5,2% dos registros.

O argentino Beto Nicora teve a chave do carro roubada. Depois de cariocas%2C ‘hermanos’ foram os que mais se envolveram em ocorrênciasCarlos Moraes

Entre as principais vítimas das ocorrências de furtos ficaram os cariocas, com 19,7% do total, seguidos por argentinos, com 12,6%, ingleses, com 6,1%, e chilenos, com 5,2%. Embora os números absolutos não tenham sido informados, os consulados da Argentina, Chile e Equador — três, dos quatro países que mais enviaram turistas para o evento — informaram os números aproximados de registros de furtos, roubos e perdas de documentos relatados pelas delegacias às autoridades consulares. Entre os 77 mil argentinos que aportaram no Rio, foram feitos cerca de 600 registros. Mesmo número informado pelo consulado chileno, que contabilizou mais de 45 mil visitantes.

De acordo com a consulesa do Equador no Brasil Mônica Delgado, o consulado foi acionado diretamente por turistas ou por delegacias em 260 casos. “Oferecemos serviço de informações e auxiliamos agilizando a retirada de documentos, por exemplo”, disse ela, que viu cerca de 24 mil conterrâneos aportarem no Rio. Os ‘campeões’ alemães foram autores de 82 idas a delegacias para registros variados.

Procurada, a Polícia Civil não informou o número total de registros feitos por estrangeiros. O delegado titular da Delegacia Especializada no Atendimento ao Turista (Deat), Alexandre Braga, lembrou que é preciso cuidado para analisar dados sobre furtos. “Em grande eventos, por vezes, perdas de carteira em grandes aglomerações, por exemplo, são registradas erroneamente como furtos. Até que se prove que houve má fé, é impossível contestar. Isto pode gerar um número final maior do que o real”, disse ele.

Com mais turistas, Copacabana registrou 57,8% das ocorrências

Como principal área de circulação de turistas, o bairro de Copacabana também registrou o maior número de ocorrências, com 57,8% do total. O bairro foi seguido pelas regiões onde havia também elevado fluxo de visitantes: Maracanã, com 13,7%, e a Lapa com 5,5%.

O argentino Marcos Polite,de 35 anos foi uma das vítimas de furto em Copacabana. Ele teve seus documentos, máquina fotográfica e dinheiro levados anteontem na praia. O crime aconteceu enquanto ele dava um mergulho no mar.

“Fui à delegacia e ao consulado. Já estou com um passaporte provisório para poder retornar. Só lamento pelas fotos maravilhosas que tinha feito na cidade e perdi tudo”, comentou Marcos, que é engenheiro. O também argentino Beto Nicora, que estava acampado no Sambódromo até ontem, teve a chave do carro roubada entre outros pertences e teve de contratar um chaveiro para deixar o local.

A ocorrência com maior número de autores foi a invasão de 85 torcedores chilenos ao Maracanã, no dia 18 de junho, na partida contra a Espanha. Além disso, o Corpo de Bombeiros socorreu 155 pessoas, sem registro de óbitos.

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