Polícia desarticula quadrilha de agiotas que agia em vários municípios do Rio

De acordo com as investigações, grupo possuía 15 escritórios em várias cidades e usava da violência contra as vítimas

Por O Dia

Rio - Policiais da Delegacia de Defraudações (DDEF) prenderam, nesta sexta-feira quatro suspeitos de integrar quadrilha de agiotas que atua no Rio, Niterói e Região dos Lagos. Entre os presos está Marcelo Nascimento, capturado num condomínio em Camboinhas, Niterói, e apontado como o chefe do núcleo do bando que agia na capital. De acordo com a Polícia Civil, o grupo faturava R$ 500 mil por mês e cobrava juros de até 48% ao mês.

Marcelo Nascimento%2C Henrique Siqueira%2C Fabrício Rodrigues Lima e Leandro Vinícius foram presos nesta sexta. Segundo a polícia%2C eles fazem parte de uma quadrilha de agiotaHélio Almeida / Agência O Dia

Os outros três presos são Fabrício Rodrigues, localizado em São Gonçalo, Henrique Siqueira de Lima e Leandro Vinícius, achados em Araruama. Segundo as investigações, Henrique era responsável por cobrar a dívida e ameaçar as vítimas. “O Henrique ia na casa das pessoas recolher o dinheiro e ameaçava matar a família se a vítima não pagasse. Para colocar mais medo, ele dizia que ia cortar a cabeça dos familiares”, relatou Carolina Salomão, delegada-titular da DDEF.

Já Leandro Vinícius e Fabrício Rodrigues tinham a função de ‘captar’ as vítimas. Eles agiam como agenciadores e davam a conta para que as pessoas que procuravam os agiotas depositassem o dinheiro. Fabrício foi localizado com um veículo Honda Civic prata clonado, que foi apreendido.

Uma farda militar foi encontrada com Fabrício Rodrigues dentro de um carro clonado. Ele alegou que iria para uma 'festa à fantasia'Hélio Almeida / Agência O Dia

As investigações começaram em 2013, quando uma idosa de 70 anos procurou a polícia depois de conseguir R$ 1,5 mil emprestado com os criminosos. Por conta de constantes ameaças, ela já havia pago R$ 10 mil ao grupo. A quadrilha tinha 15 escritórios em bairros como Copacabana e Méier.

Outros quatro acusados estão foragidos. Um deles é Bruno Silva Pinheiro, que, segundo a Polícia Civil, é assessor parlamentar na Câmara de Vereadores de Araruama e sobrinho de um secretário municipal. Todos os envolvidos vão responder por extorsão e formação de quadrilha. As assessorias da Prefeitura de Araruama e da Câmara Municipal informaram desconhecer o envolvimento de funcionário na operação e que vão verificar as informações.

Últimas de Rio De Janeiro