Cedae: abastecimento de água para consumo humano está garantido no estado

Empresa garante ter investido em planejamento e obras preventivas para evitar o racionamento

Por O Dia

Rio - O presidente da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos), Wagner Victer, afirmou, nesta quinta-feira (11), que o fornecimento de água para consumo humano está garantido no estado. O planejamento prévio da empresa, que há três anos realiza investimentos e obras preventivas para adequar a captação dos municípios fluminenses, garante aos moradores do estado passar pelo período de estiagem sem a necessidade de racionamento.

"Podemos garantir que não há problema de curto prazo no Rio de Janeiro. Não há risco de racionamento de água para consumo humano. Já vínhamos trabalhando de maneira preventiva, modificando as posições de captação em muitos municípios. Antecipamos investimentos, porque sabíamos que haveria uma redução de vazão do Rio Paraíba do Sul", afirmou Victer.

Ainda de acordo com Wagner Victer, o acordo assinado em 27 de novembro entre os governos do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, com a mediação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, não prejudica o abastecimento de água no estado.

"O governador Luiz Fernando Pezão levou a responsabilidade à Agência Nacional de Águas, articulada com o Operador Nacional do Sistema (ONS). A reunião com o ministro Luiz Fux, que definiu o acordo com São Paulo e Minas Gerais, estabeleceu relações de parceria e o Rio de Janeiro tem feito contribuições para atender à expectativa da ANA", disse o presidente da Cedae.

Segundo Victer, a redução da vazão do Rio Paraíba do Sul pode ser compensada com a utilização da água do volume morto. Ele destaca, ainda, a importância de campanhas sobre o uso racional da água, do repovoamento florestal das margens do rio e de seus afluentes e do combate ao desmatamento e às captações irregulares.

"Há uma reserva significativa de água que a ANA considera para garantir o fluxo do Rio Paraíba do Sul, tanto que há autorização para utilizar a água para gerar energia elétrica. Mais do que contar com a natureza, temos que combates as captações irregulares e fazer um trabalho técnico de repovoamento para recarregar os aquíferos", explicou.

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