Estado do Rio registra duas mortes suspeitas de gripe H1N1

De acordo com secretaria, cinco casos foram constatados por exames laboratoriais, incluindo os dois óbitos

Por O Dia

Rio - As duas mortes suspeitas de gripe H1N1 no Estado do Rio foram confirmadas nesta terça-feira, pela Secretaria de Saúde. Segundo o órgão, cinco casos foram constatados por exames laboratoriais, incluindo os dois óbitos. Os dados coletados pela Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental revela que em 2015 nenhuma ocorrência foi registrada no Rio.

Apesar dos óbitos, o calendário estipulado pelo Ministério da Saúde continua mantido, segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe. “Serão quase 4 milhões de doses distribuídas para os grupos prioritários”, conta. Segundo ele, idosos, crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, lactantes, presidiários, indígenas e doentes crônicos terão preferência na vacinação que começa dia 30.

Primeira etapa da vacinação imunizou profissionais de saúde em SPABr

Chieppe afirma que a vacinação é contra a gripe. “Um dos componentes da vacina vai proteger contra o H1N1”, garante o subsecretário. “Após o fim do calendário e tendo excedente, os municípios poderão disponibilizar a vacina para o restante da população”, diz.

Segundo Chieppe, como o vírus é mutante, é preciso estar atento às formas de prevenção. “A transmissão é feita pessoa a pessoa através de gotículas contaminadas.” Por isso, ele afirma, é importante evitar lugares fechados, lavar sempre as mãos, utilizar álcool em gel e esperar que o álcool seque antes de tocar em outra superfície, para que o produto não perca sua eficácia.

Filas nas clínicas
Enquanto a vacina contra gripe não chega à rede pública, as clínicas particulares do Rio têm filas. Na Kinder, na Barra, a procura começou, na terça-feira passada, com distribuição de senhas e reposição de estoque durante a semana. Um lote extra chegou na tarde desta terça-feira. A expectativa era de que se esgotasse em poucas horas. Na Vaccini, que fica no mesmo bairro, profissionais relataram ter desistido de atender o telefone, tamanha a quantidade de ligações para saber sobre doses disponíveis.

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