Meirelles diz que país já saiu da recessão mas povo ainda não teve essa sensação

Ministro da Fazenda também afirmou durante entrevista que pode concorrer à Presidência da República em 2018

Por O Dia

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que o  Brasil já saiu da recessão, mas que a população ainda não teve essa "sensação". A declaração foi feita durante uma entrevista ao canal GloboNews, em que o ministro falou de sua trajetória política e também confirmou a possibilidade de se candidatar a Presidência em 2018. 

"Eu acho que (o Brasil) já saiu (da recessão). Ainda não há essa sensação, mas se nós considerarmos que o Brasil teve uma queda de produto de 3,6% no ano passado e ano que vem pode crescer até mais do que 3%, é uma recuperação extraordinária num período de tempo muito curto", disse Meirelles, que ainda afirmou que a criação de 70 mil empregos em um mês "é muita coisa" em uma economia que anteriormente "destruía milhares de empregos por mês". 

Henrique Meirelles afirmou que brasil já saiu da recessãoFabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Meirelles também reforçou a necessidade de aprovação da reforma da Previdência na forma como o novo texto foi formulado pelo governo e afirmou que a ideia da proposta é garantir que a aposentadoria dos sistemas público e privado seja igual "a partir de um certo momento". Sem as mudanças no sistema previdenciário, destacou, o País "quebra, não aguenta". O ministro não citou prazos para o trâmite da proposta no Congresso Nacional.

Eleição

Questionado sobre a intenção de ser candidato a presidente da República em 2018, o ministro mais uma vez falou que há essa possibilidade, mas ponderou que uma candidatura depende das circunstâncias. "É uma possibilidade. Mas, como eu já disse, uma Presidência da República é uma questão de oportunidade e destino, não é um objeto de desejo."

O ministro repetiu que está concentrado em seu trabalho na Fazenda e em colocar o Brasil no rumo de crescimento. Além disso, ele falou que a agenda de um "ajuste duro" na economia mostra que ele está preocupado em cumprir sua função, e não com seu futuro político.

Quando perguntado sobre qual seria sua primeira atitude se fosse eleito, o ministro se esquivou. "Vamos deixar para pensar isso na hora certa", declarou.

Trajetória

Cotado pelo seu partido, o PSD, e por outras legendas como provável candidato em 2018, Meirelles falou sobre sua trajetória política durante a entrevista com o jornalista Roberto D'Ávila. Ele citou desde seu envolvimento no movimento estudantil até o convite do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser presidente do Banco Central, logo após ser eleito deputado federal por Goiás em 2002.

Ao falar de seu currículo, o ministro destacou que seus trabalhos sempre foram pautados em "entusiasmo, honestidade e verdade" e que assumir a Fazenda no governo do presidente Michel Temer (PMDB) foi o maior desafio da carreira.

Meirelles mais uma vez afastou envolvimento dos casos de corrupção no Grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, do qual foi presidente do Conselho de Administração. O ministro disse que não participou de nenhuma "confusão" e que não imaginava a ocorrência de escândalos na companhia. "Foi uma surpresa muito grande."

Com informações do Estadão Conteúdo

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