Serra foi escolhido por consenso

Candidatura de Serra ao Senado é decidida depois de conversas entre o ex-governador, Aécio, Alckmin e Fernando Henrique. Partido concluiu que era o nome de consenso e daria mais envergadura à chapa tucana, diminuindo o peso da vice destinada ao PSB de Eduardo Campos.

Por O Dia

José Serra queria garantias de que os aliados não lançariam outros nomes ao Senado Elza Fiúza/Agência Brasil

O ex-governador José Serra desistiu de concorrer à Câmara dos Deputados e assumiu a candidatura ao Senado, principalmente por causa de dificuldades para um consenso entre os partidos aliados na escolha de outro nome para a vaga. O PSDB avaliou ainda que Serra daria muito mais envergadura à chapa do governador Alckmin, diminuindo o espaço na aliança do concorrente de Aécio Neves à presidência, Eduardo Campos, do PSB, partido ao qual é ligado o vice de Alckmin, Marcio França. Serra estava animado com pesquisas que lhe davam vantagem sobre o petista Eduardo Suplicy, apesar de seu recall em relação às últimas candidaturas estar abaixo do esperado, segundo analistas. Ele queria garantia dos partidos da aliança de que não lançariam outros nomes ao Senado.

Os aliados assumiram esse compromisso. A reviravolta aconteceu depois de conversas entre Serra, Aécio, Alckmin e o ex-presidente Fernando Henrique e de uma reunião final na noite de segunda-feira no Palácio dos Bandeirantes. Nesse encontro, estavam Alckmin, o ex-governador, o deputado José Anibal (que deve ser um dos suplentes de Serra) e o presidente do PSDB no Estado, Duarte Nogueira.O ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, presidente do PSD, havia dito que só concorreria ao Senado porque seu antigo aliado Serra havia lhe garantido que não disputaria o mesmo posto. Diante da nova posição do tucano, Kassab afirmou que essa decisão não afetará sua candidatura. Mas alguns aliados creem que não será fácil para o pessedista enfrentá-lo. O argumento de Kassab para prosseguir é que esperou pelo tucano até o último dia.

Para aliado, PT subestimou Skaf em SP

Para o presidente do PCdoB em São Paulo, o ex-ministro Orlando Silva, o PT pode ter subestimado a candidatura de Paulo Skaf (PMDB) ao Palácio dos Bandeirantes. Por isso que a campanha do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) ao governo paulista não teria conseguido formar “a maior aliança da história petista no Estado” nem atrair um nome do agronegócio para ser vice - duas metas ditas pelo próprio Padilha. O PT confirmou ontem o sindicalista e ex-deputado Nivaldo Santana (PCdoB) como companheiro de chapa do ex-ministro. A vaga iria para o PR, que preferiu a primeira suplência na candidatura à reeleição do senador Eduardo Suplicy (PT).

Vice aquático

Os petistas sugeriam o deputado Milton Monti (PR) como vice, mas o PCdoB também exigia presença na chapa. Com a escolha do PR e a pressão do PCdoB, os petistas cederam a vice a Nivaldo. Dizem que a experiência dele como sindicalista na Sabesp ajuda no debate sobre a crise hídrica em São Paulo.

Palanque dividido em Santa Catarina

O PSB e o PSDB dividirão palanque em Santa Catarina. O senador tucano Paulo Bauer disputará o governo e Paulo Bornhausen o Senado. Os dois contam com o apoio do PP, do ex-governador Espiridião Amin, partido que apoia nacionalmente a reeleição de Dilma. A base da presidente tem ao menos outros dois candidatos, o governador Raimundo Colombo (PSD), apoiado pelo PMDB, e Cláudio Vignatti (PT).

Novato deve herdar espólio político de Maluf

O deputado e ex-governador Paulo Maluf tem dito a seus correligionários que o herdeiro de seu espólio político em São Paulo será Guilherme Ribeiro, presidente da Juventude do PP. Ribeiro deixou a chefia de gabinete da Companhia de Desenvolvimento Habitacional de São Paulo (CDHU) para concorrer a deputado federal. É filho do secretário-geral do PP no Estado, Jesse Ribeiro.

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Com Leonardo Fuhrmann

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