Lili Rodriguez: A arte que transforma

Mariana Santos perdeu quatro quilos para a nova fase de Maria Pia em 'Pega Pega'

Por O Dia

Rio - Hoje o domingo é dela... Mariana Santos, que vive a Maria Pia em 'Pega Pega', primeira novela da carreira da atriz, que fez sucesso no 'Zorra' e arrasa no 'Amor & Sexo'. Dedicada, perdeu quatro quilos para a nova fase da personagem da trama das 19h da TV Globo.

Mariana SantosDivulgação

Fale sobre você...

Sou uma mulher normal, que sempre trabalhou muito, que se emociona com coisas simples, que nutre um otimismo e uma positividade muito grandes. Busco manter um certo olhar infantil, bom, em relação às coisas da vida. Isso é fundamental para a gente seguir adiante. Apesar disso, também sofro, choro pela pessoas, me compadeço. Ajudo e não tenho medo de ser ajudada. Sou uma mulher em processo de autoconhecimento, sempre!

Como se descobriu no humor?

Desde criança, sempre gostei de fazer as pessoas rirem na escola, em casa... Nunca pensei: "vou fazer comédia". Foi tudo muito natural. Algo que fluiu e está em mim.

Que tal contracenar com Matheus Solano e Marcelo Serrado?

É maravilhoso! Tanto o Matheus quanto o Marcelo são colegas incríveis, talentosos, generosos e pessoas super do bem. Existe muita troca em cena e isso é muito bom para que a química funcione. E é o que tem acontecido! Só posso agradecer por contracenar com eles. São pessoas que eu já admirava e admiro muito!

Maria Pia se transforma por amor. Você também?

Na realidade, acho que ninguém se transforma por amor. A gente só melhora. Por amor, a gente tem vontade de se autoconhecer mais, se descobrir e descobrir o outro. Se existe alguma transformação, é para melhor!

Maior desafio da carreira foi...

Sempre tive que trabalhar muito desde nova, por isso, talvez, o maior desafio da minha carreira tenha sido conseguir conciliar o teatro com os trabalhos paralelos. Na época, não podia me sustentar só como atriz e precisava fazer outros trabalhos como dar aulas. Na verdade, nunca vi isso como um desafio porque eu gostava dessa carga dupla e de poder trabalhar para custear meus estudos.

É supersticiosa?

Na vida, não sou supersticiosa, mas tem algumas coisas que faço antes de entrar em cena. No teatro, sempre caminho pelo palco antes de entrar em cena como se fosse um reconhecimento diário daquele espaço tão sagrado para qualquer ator. Também faço duas orações: rezo um Pai Nosso e o Salmo 23. Depois disso, estou sempre pronta.

Que personagem gostaria de interpretar?

A personagem que eu gostaria de interpretar é sempre a atual. No meu caso, a Maria Pia, que é um grande presente. Gosto de personagens que representem algum desafio e me tirem da zona de conforto.

Qual seu ídolo?

Pode parecer clichê, mas meus ídolos são meus pais. São pessoas que eu admiro demais e que sempre entenderam minha vocação. Sempre me apoiaram, na medida do possível, nunca me negaram nada em relação à minha escolha e compartilharam o meu sonho junto comigo.

O que te tira o sono?

Quando eu chego muito eufórica de algum trabalho no teatro ou na TV e tenho que acordar cedo no dia seguinte. Preciso de todo um processo para relaxar e conseguir dormir. A euforia e ansiedade me tiram o sono.

Como encara esse momento de crise política e econômica?

Encaro com tristeza. É um momento delicadíssimo. Estamos vivendo em um país que tenta se reerguer dentro de uma política completamente desorganizada, sem coerência ou qualquer dignidade. Não estou muito otimista e acho que ainda vai demorar muito para suprir tantas faltas que são impostas ao nosso povo diariamente. A falta de educação, problema gravíssimo em nosso país, é uma delas.

Você se envolve com política e com trabalhos sociais?

Já fiz trabalhos em algumas instituições e quero voltar a me engajar em novos projetos sociais e de voluntariado. Acho importante cada um fazer a sua parte com consciência, comprometimento e desejo real. Essa necessidade de ajudar tem que ser genuína, vir de dentro. Gosto de ajudar e sinto essa necessidade. Precisamos de um mundo onde as pessoas sejam mais solidárias.

Um beijo para quem?

Para todos aqueles que respeitam as diferenças, não julgam e exercem a tolerância todos os dias. E claro, para as pessoas que gostam e curtem o meu trabalho. Para todos que me mandam tantas mensagens de carinho nesse momento tão importante da minha vida.

Um sonho?

Tenho vários, mas vou citar pelo menos dois. Um pessoal, que é continuar vivendo dignamente da minha arte, e outro de âmbito geral, que é o de um país melhor, com menos violência, sem medo, com mais educação, saúde e livre de qualquer preconceito. Um país de sonho, mas possível se continuarmos lutando.

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