A Mulher Maravilha do esporte brasileiro

Em grande fase, Yane já conquistou neste ano o bronze no Mundial e o ouro no Pan

Por O Dia

Rio - De Afogados da Ingazeira, no sertão pernambucano, o Brasil ganhou uma atleta de muita resistência, garra e múltiplas habilidades. Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, Yane Marques tem na natação seu esporte de origem, mas aprendeu a ser competitiva em todas as modalidades do pentatlo moderno. Num mesmo dia de competição, ela encara provas de natação, esgrima, hipismo e ainda um evento combinado de corrida e tiro esportivo.

Um dos principais nomes do pentatlo moderno, Yane é um dos talentos do Time Petrobras 2016. Ao todo, 25 atletas de 15 diferentes modalidades foram escolhidos pela empresa, com foco no Pan e no Parapan-Americano de Toronto, em julho e agosto, respectivamente, e nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, no ano que vem. 

Yane levou ouro para o Brasil no PanUSA Today Sports

“Em 2016, quero chegar bem fisicamente. Assim como em Londres (2012) eu era uma das doze, quinze atletas com chances reais de subir ao pódio, eu quero que isso aconteça no ano que vem. Quero que essa preparação seja feita da melhor forma possível, sem lesões”, diz Yane.

No pentatlo, as disputas são desgastantes, mas Yane tem se saído muito bem, com projeção internacional. Na última edição dos Jogos Olímpicos, em Londres, ela conquistou o bronze e se tornou a única medalhista olímpica do pentatlo moderno do Hemisfério Sul.

Yane começou na natação no Clube Náutico Capibaribe, em Recife. Hoje, aos 31 anos, ela segue brilhando e dando trabalho para as adversárias. Em julho de 2015, garantiu o bronze no Mundial de pentatlo moderno, em Berlim, na Alemanha. Foi a segunda vez que ela subiu ao pódio na história do torneio, já que havia sido prata em 2013. O resultado garantiu a brasileira nos Jogos do Rio.

Será sua terceira Olimpíada consecutiva, dessa vez em casa, com o apoio da torcida brasileira, e a expectativa de mais um grande desempenho da pernambucana. “As pessoas só têm expectativa em relação a quem pode ir bem. Esse é um lado positivo. Prefiro ver dessa forma do que como uma pressão, do que como algo que não vai contribuir em nada para mim”, comenta a pentatleta.

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