Diretor financeiro do Corinthians diz que contratar Tevez em 2016 é viável

Atacante argentino de 31 anos voltou ao Boca Juniors, seu clube do coração. Apesar da viabilidade, operação é um sonho

Por O Dia

São Paulo - Os nomes de Corinthians e Tevez voltaram à pauta do noticiário esportivo nesta sexta-feira, 2 de outubro de 2015, 10 anos depois de o atacante argentino ser campeão brasileiro. Ele é um dos maiores ídolos recentes do clube e desde que saiu, em 2006, sempre foi um sonho de torcedores e dos diretores que passaram pelo Parque São Jorge.

E Emerson Piovesan, o diretor financeiro corintiano que assumiu o cargo em fevereiro deste ano, entrou nessa brincadeira nesta sexta. "Hoje, não temos condição de comprá-lo, mas no ano que vem o Tevez é viável. Sem contar que há uma grande chance de (o Corinthians) disputar a Libertadores, e reforçar o time será uma prioridade. Teremos direito a cotas importantes de TV, além de outras receitas novas", disse Piovesan ao jornal "Diário de S. Paulo".

Tevez joga atualmente pelo Boca Reuters

O Corinthians vive crise financeira em 2015. Não tem acesso às bilheterias da sua arena, exclusivas para o pagamento da obra, e ainda paga R$ 400 mil mensais para ver Alexandre Pato marcar gols pelo São Paulo. Além disso, alguns dos titulares do time que lidera o Brasileirão reclamam de atraso de vencimentos. Apesar desse cenário, o diretor financeiro do clube cogita uma operação financeira para tirar Tevez do time do coração.

O argentino abriu mão de milhões na Juventus para voltar ao Boca. De acordo com o Diário Olé, um clube chinês também ofereceu rios de dinheiro ao jogador para que ele se juntasse à liga mais rica da Ásia. E nada disso tirou Tevez da Bombonera, sua casa. Mas o diretor financeiro do Corinthians vê a contratação de Tevez como viável. Ok.

Em 2011, quando Tevez defendia o Manchester City, o Corinthians ofereceu mais de R$ 90 milhões para ter o argentino. Propôs o pagamento em parcelas. Não houve avanço. Em 2012, após um ano inesquecível, o clube pagou R$ 40 milhões por Pato ao Milan e quebrou a cara.

As consequências da loucura financeira cometida para ter o hoje atacante emprestado ao São Paulo foram catastróficas para o clube, que penou em 2014 e 2015.

Depois da repecussão da declaração de Piovesan, o presidente não-oficial do Corinthians, Andrés Sanchez, tratou de por panos quentes na possibilidade. "Estamos em um trabalho de reestruturação e isso tem que ser seguido. O problema é: como é que a gente vai pagar? Não há condição financeira para fazer isso", disse Sanchez à ESPN.

Últimas de Esporte