Técnico alemão entende que paixão dos latinos causou a eliminação de europeus

Para Joachim Low, seleções da América do Sul e da América Central estão 'jogando pelas suas vidas' na Copa do Mundo

Por O Dia

São Paulo - Jogar perto de casa e melhor adaptação às condições climáticas são vantagens que as seleções da América do Sul e da América Central têm tido nesta Copa do Mundo. Mas, para o técnico da Alemanha, Joachim Low, não é só isso.

"Você tem a sensação em algumas partidas de que eles estão jogando pelas suas vidas", disse o treinador neste sábado. "Talvez seja essa a razão pela qual temos, surpreendentemente, poucas seleções da Europa vivas na disputa", completou.

Joachim Low comentou sucesso das seleções latinasCarlos Moraes

A Alemanha está atrás do primeiro título de uma seleção europeia em uma Copa do Mundo disputada na América Latina. Low disse que seu time se dedica muito para se adaptar às condições locais e está preparado para enfrentar oponentes latino-americanos que, como ele previa, estão jogando com muita vontade.

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"É surpreendente que tantos times da Europa já não estejam mais na disputa", disse. "Grandes nações do esporte, como Espanha, Itália, Portugal e Inglaterra estão todas fora. E eu não consigo lembrar de uma edição com tantas forças europeias voltando para casa tão cedo, ainda na fase de grupos."

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Low e a comissão técnica têm alertado os jogadores há meses de que as condições no Brasil seriam desafiadoras para os europeus. "Estava claro que as equipes da América do Sul entrariam extremamente motivadas para esta Copa do Mundo em seu continente natal", disse. "Colômbia, Chile, Argentina e Brasil têm se preparado para este torneio por muitos, muitos anos", declarou.

A Alemanha entra em campo pelas oitavas de final da Copa do Mundo na segunda-feira, dia em que enfrenta a Argélia em Porto Alegre. "Nós estamos aí", disse Low. "Nos adaptamos bem ao calor, não queremos fazer disso um problema. Já sabíamos que seria quente e úmido, com muito sol, campos secos e duros. Não faz sentido reclamar agora. É o que é. Aceito as condições, não vamos lamentar", finalizou.

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