Decreto de Donald Trump afeta até quem tem ‘green card’

Presidente norte-americano anunciou veto a refugiados e a imigrantes com documento de residência. Medida, que atinge países muçulmanos, gerou críticas

Por O Dia

Estados Unidos - A restrição à entrada de imigrantes nos Estados Unidos também será estendida aos estrangeiros que possuem o ‘green card’, como é chamada a autorização de residência permanente no país. A medida foi informada neste sábado, pelo Departamento de Segurança Doméstica norte-americano.

Donald Trump conversou sobre as medidas com chefes de estado da Rússia%2C Alemanha e JapãoEfe

Na sexta-feira, o presidente Donald Trump assinou uma série de medidas que restringem a entrada de muçulmanos no país por até quatro meses. A determinação afeta pessoas que tenham nascido no Iraque, Iêmen, Síria, Irã, Sudão, Líbia e Somália. Também há suspensão por prazo indefinido do recebimento de refugiados sírios. A ONU fez um apelo ao presidente para que prossiga com a tradição de recepção a refugiados, sem distinções de raça, nacionalidade e religião. Trump disse que as medidas vão proteger os Estados Unidos de ameaças terroristas.

As autoridades do país já começaram a implementar a ordem, causando confusão e revolta entre viajantes árabes no Oriente Médio e no norte da África. Ontem, no Cairo, cinco passageiros iraquianos e um iemenita foram barrados no embarque de um voo para Nova York, de acordo com a agência Reuters. Eles foram redirecionados para voos com destino aos seus países de origem, apesar de terem vistos legítimos.

PEDIDOS DE SUSPENSÃO
Advogados pró-imigração em Nova York entraram com ações judiciais pedindo a suspensão do bloqueio, alegando que inúmeras pessoas foram detidas ilegalmente. Foi o caso, por exemplo, de dois iraquianos, presos após o desembarque em Nova York, apesar de terem sido autorizados legalmente a entrar no país, segundo informações da CNN. Um deles, inclusive, é ex-funcionário do próprio governo norte-americano.

Organizações de direitos humanos e até aliados dos Estados Unidos, como França e Alemanha, criticaram a medida. “O que está em jogo é populismo. O tipo de discurso que chega agora dos Estados Unidos encoraja populismo e até extremismo”, criticou François Hollande, presidente da França.

O presidente norte-americano Donald Trump conversou sobre as medidas com os chefes de estado russo, Vladimir Putin, a premiê alemã, Angela Merkel, e o premiê japonês, Shinzo Abe. Putin e Trump conversaram sobre as ações coordenadas entre os dois países contra o Estado Islâmico na Síria.

Últimas de _legado_Mundo e Ciência