Rússia ordena retirada de parte do seu exército baseado na Síria

Anúncio aconteceu poucos dias após a confirmação por Moscou da 'libertação total' do país do grupo extremista Estado Islâmico (EI)

Por O Dia

Moscou - O presidente russo Vladimir Putin ordenou nesta segunda-feira a retirada de uma parte das tropas russas na Síria, poucos dias após o anúncio por Moscou da "libertação total" do país do grupo Estado Islâmico (EI).

Durante uma visita surpresa à base militar russa de Hmeimim nesse país, Putin afirmou, no entanto, que seu país vai manter uma presença na Síria, assegurando que Hmeimim, onde se concentram os efetivos russos, e a base naval de Tartus, vão continuar em operação.

"Em quase dois anos, as Forças Armadas russas, em colaboração com o exército sírio, destruíram em grande parte os terroristas internacionais. Portanto, tomei a decisão de fazer com que retorne à Rússia uma parte considerável do contingente militar presente na Síria", afirmou Putin, segundo declarações retransmitidas pela televisão russa. 

Na base russa, Putin foi recebido pelo presidente sírio Bashar al-Assad, pelo ministro da Defesa russo Serguei Shoigu e o chefe das forças russas na Síria, Serguei Surovikin. Ele não informou quantos soldados russos vão continuar mobilizados no país aliado.

Ao chegar em Hmeimim, o presidente russo cumprimentou calorosamente seu colega sírio, de quem Moscou é o principal aliado, antes de falar às tropas russas em guarda. "O objetivo da luta contra os criminosos armados na Síria, o objetivo, que requeria amplos meios das forças armadas, foi alcançado em sua totalidade e brilhantemente", disse Vladimir Putin, cujo discurso foi retransmitido com algumas horas de atraso.

"A Síria foi preservada como um Estado soberano e independente", disse ele, agradecendo aos soldados por seu trabalho.

"Se os terroristas levantarem a cabeça novamente, então vamos bater neles com uma força nunca antes vista", advertiu. "Nunca iremos esquecer nem os mortos nem as nossas perdas causadas pela luta contra o terrorismo, na Síria e em casa, na Rússia".

Bashar al-Assad, por sua vez, agradeceu o presidente russo, elogiando "a participação efetiva (dos russos) na guerra contra o terrorismo", de acordo com um comunicado divulgado pela imprensa oficial.

"O que os militares russos fizeram, os sírios nunca esquecerão. Seu sangue misturou-se ao sangue dos mártires do exército sírio", declarou. 

O Pentágono reagiu com ceticismo ao anúncio. "As declarações russas sobre a retirada de suas forças muitas vezes não correspondem a reais reduções dos efetivos e não afetam as prioridades dos Estados Unidos na Síria", declarou o comandante Adrian Rankine-Galloway, um porta-voz da secretaria de Defesa.

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