Mercosul quer acelerar integração com Aliança do Pacífico, segundo ministro

'O Mercosul proporá uma aceleração do processo de alívio de nossas exportações a esses países' disse Luiz Alberto Figueiredo, ministro de Relações Exteriores

Por O Dia

Brasília - Os países do Mercosul pretendem acelerar a integração comercial com os que fazem parte da Aliança do Pacífico, afirmou nesta quinta-feira o ministro brasileiro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, em um comparecimento ao Senado.

O chanceler brasileiro explicou que a integração entre os dois blocos será possível mediante a aceleração dos processos de redução de tarifas que o Mercosul já acordou com os integrantes da Aliança do Pacífico.

Luiz Alberto Figueiredo, ministro de Relações ExterioresAgência Brasil

O Mercosul, integrado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, tem acordos de livre-comércio com os países da Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, Peru e México) que preveem um lento e gradual alívio tarifário. "É natural e temos total interesse de cooperar e comercializar com esses países. O Mercosul proporá uma aceleração do processo de alívio de nossas exportações a esses países", afirmou Figueiredo em seu discurso no Senado.

O chanceler afirmou que, pelo menos com a Colômbia e Peru, o Mercosul já reduziu a maior parte de suas tarifas, mas se queixou que "eles não fizeram no mesmo ritmo". Figueiredo acrescentou que os prazos de alívio foram estipulados em outra época, mas que as condições atuais deixam claro que esse processo pode ser mais rápido.

"Nos interessa acelerar esse processo de integração entre os dois blocos", afirmou o ministro ao ser interrogado pelos senadores sobre as diferenças entre um Mercosul praticamente sem acordos como utros países e uma dinâmica Aliança do Pacífico aberta a todo o mundo."Estamos em busca disso e conversamos com nossos parceiros (da Aliança do Pacífico) para que fique claro que o universo do Mercosul não é excludente e que queremos a integração com os demais países da região e com outros países, como os europeus", afirmou.

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