Justiça italiana renova prisão de Pizzolato após pedido de Ministério

Ex-dirigente do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do mensalão

Por O Dia

Brasília - A Corte de Apelação de Bolonha acatou nesta terça-feira o pedido do Ministério de Justiça da Itália de manter o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato preso enquanto aguarda o julgamento de sua extradição. Na última sexta, a direção geral de Justiça Penal do Ministério da Justiça italiano entrou com um pedido para manter a prisão do foragido no processo do mensalão.

Imagem de Pizzolato divulgada pela polícia italianaDivulgação

Pizzolato está recluso na penitenciária de Sant'Anna, em Módena. Segundo o artigo 716 do Código de Processo Penal italiano, o governo deve formalizar o pedido de confirmação de prisão provisória para fins de extradição até 10 dias após a detenção.

O chefe de gabinete do procurador-geral da República do Brasil, Eduardo Pellela, e o chefe de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República (PGR), Vladimir Aras, estão na Itália para tratar da extradição de Pizzolato com autoridades do Ministério Público e dos Poderes Executivo e Judiciário da Itália.

Para a PGR, manter o ex-dirigente na prisão - como deseja o Ministério da Justiça italiano, pode ser um indicativo de que a Itália considera a possibilidade de extraditar Pizzolato. Segundo Pelella, o pedido formal de extradição de Pizzolato deve ser emitido até a próxima quinta. Pelo tratado dos países, a solicitação deve ocorrer em até 40 dias após a prisão.

Pizzolato está foragido desde novembro passado. O ex-dirigente do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, e em novembro fugiu para Itália. Ele foi preso no último dia 5 de fevereiro e é acusado de substituição de pessoa, falsidade ideológica e falso testemunho pela Justiça italiana.

Com informações da Agência Brasil

Últimas de _legado_Brasil