Novas ataques com tiro e bomba em Santa Catarina

Desde de setembro já foram 105 atentados a mando de presos transferidos a Mossoró

Por O Dia

Santa Catarina - Na sequência da terceira onda de ataques coordenados por bandidos no Estado de Santa Catarina, três novos atentados foram registrados da noite de sexta-feira até ontem de manhã, mantendo a sensação de insegurança da população nas áreas afetadas.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar, a casa de um policial foi alvejada em Camboriú, no litoral catarinense, uma bomba caseira foi jogada em uma ponte de Blumenau, no Vale do Itajaí, e um caminhão de transporte que fazia mudança foi incendiado em São Bento do Sul, na região norte do estado. Desde o dia 26 de setembro, já foram registrados 105 atentados.

Ontem de manhã, o caminhão que trazia mudança vinda de São Paulo foi incendiado no bairro Centenário, em São Bento. O motorista estacionou o veículo por volta das 4h e pouco depois foi alertado das chamas por um vizinho. A carga foi totalmente danificada, e não foram encontrados artefatos que pudessem ter iniciado o fogo, e nenhum suspeito foi identificado.

Na sexta, por volta das 21h, um policial aposentado informou à guarnição de Camboriú que sua casa fora atingida por disparos. Das quatro balas, uma atravessou o portão da residência e as outras três ficaram alojadas na tampa do porta malas do seu veículo. Dois homens em uma moto são suspeitos. Pouco depois, às 22h, em Blumenau, um morador disse ter apagado com uma mangueira o fogo de uma bomba caseira atirada em uma ponte da cidade. Dois homens fugiram em uma moto, repetindo a dinâmica de muitos dos ataques, e não foram encontrados pela polícia.

Desde o dia 26 de setembro, foram registradas em Santa Catarina 24 apreensões de materiais suspeitos, em total de 129 ocorrências, em 34 cidades. Dois suspeitos foram mortos, um agente penitenciário aposentado assassinado, 58 pessoas presas e 18 adolescentes apreendidos.

Segundo a polícia, as motivações dos atentados são diferentes daquelas que moveram os ataques de 2012 e 2013. “As ordens partiram de presos transferidos para Mossoró (RN), recebidas na penitenciária catarinense de São Pedro de Alcântara, e difundidas para a rua”, disse Procópio Silveira Neto, delegado da divisão de repressão ao crime organizado da Diretoria Estadual de Investigações (Deic).

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