Violência da Polícia Militar contra professores repercute no Senado

Em nota, Ministério da Educação reprovou agressões contra educadores do Paraná

Por O Dia

Brasília - Reverberou para além dos limites do Paraná as agressões sofridas por professores, na quarta-feira, em Curitiba. Ontem, manifestantes fizeram um ato em frente ao palácio do governo do estado — uma parte tentou invadir e foi contida. No Senado, líderes do PT e do PSDB bateram boca. E o Ministério da Educação divulgou nota lamentando a violência, que classificou como “inaceitável”.

Da ação, cerca de 200 pessoas ficaram feridas, muitas com marcas de bala de borracha. Os professores da rede estadual, administrada por um tucano, o governador Beto Richa, protestavam contra o projeto de lei, já aprovado, que altera o pagamento de aposentadoria dos servidores.

Organizado pelas redes sociais, o ato de ontem reuniu mil pessoas, segundo a Polícia Militar. A maioria de estudantes, que gritavam “Fora, Beto Richa!” e “Anula a votação!”. Eles nomearam as agressões contra os professores como “o massacre do dia 29 de Abril”.

No plenário do Senado, o líder do PT, o senador Humberto Costa (PE) também classificou a ação da PM paranaense de massacre e cobrou do PSDB um posicionamento. O senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP), um dos primeiros a pedir o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, elogiou a conduta da PM e afirmou que os movimentos sociais, segundo ele alinhados ao PT, já protagonizaram “situações piores”.

“Mais de 200 pessoas ficaram feridas em mais de duas horas, não de confronto, como a imprensa nacional tentou caracterizar. Confronto e conflito é quando as duas partes têm condições mínimas de equilíbrio para um enfrentamento. O que houve foi um massacre”, afirmou Costa da tribuna.

Nunes Ferreira respondeu que a PM impediu que os professores ocupassem a Assembleia Legislativa para impedir a votação do projeto. Para ele, o PT é “o menos autorizado, entre todas as agremiação políticas, a preconizar prudência e moderação”. “O que há é a tentativa de impor na marra os seus pontos de vista”, retrucou.

Sem identificar os autores da violência, o MEC afirma que “o diálogo é o caminho para solucionar os conflitos”.

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