Exército israelense mata a tiros um palestino que lançava pedras em Ramala

Jovem teria jogado pedra contra um carro e um ônibus que passavam perto da colônia de Bet El, na Cisjordânia ocupada

Por julia.sorella

Ramala - Forças israelenses mataram a tiros nesta segunda-feira um jovem palestino que lançava pedras perto da colônia de Bet El, na Cisjordânia ocupada, informaram testemunhas e meios de comunicação locais.

O exército israelense confirmou a morte e assegurou que abriu uma investigação sobre o incidente, já que fontes das próprias Forças Armadas indicaram que os soldados não sofreram risco de morte, detalhou o jornal "Jerusalem Post".

Segundo a primeira informação revelada pelo exército, dois jovens palestinos lançaram pedras contra um carro e um ônibus que passavam pela rota 60, perto da referida colônia, situada poucos quilômetros ao leste de Ramala. No momento no qual os soldados chegaram, os palestinos tentaram fugir, mas um deles morreu em consequência dos disparos de um militar, explicou o jornal, sem dar outros detalhes.

"A primeira avaliação de fontes militares é que as vidas dos soldados não estavam em risco durante o incidente, e (por isso) o exército abriu uma investigação sobre as circunstâncias do tiroteio", acrescentou.

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos israelense BTselem, o falecido foi identificado como Saji Darwish, residente em Beitin, uma cidade situada nos arredores de Ramala. Este é o segundo incidente desta natureza que acontece hoje na Cisjordânia, depois que soldados israelenses mataram a tiros um juiz palestino com passaporte jordaniano em um confuso incidente na passagem de Allenby, que comunica o território palestino com a Jordânia.

Segundo as autoridades palestinas, Raed Ala Adin Nafa Zaiter, de 38 anos, foi "assassinado a sangue frio" quando descia do ônibus que cobre os dois quilômetros desta passagem controlada por forças israelenses, apesar de estar em território palestino. A versão israelense diz, no entanto, que Zaiter foi baleado quando tentou roubar a arma de um dos guardas de fronteira.

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