Editorial: Fecha-se um ciclo na polícia?

Execução do pedreiro Amarildo, em julho de 2013, é um dos capítulos mais revoltantes da história da polícia fluminense

Por O Dia

Rio - A execução do assistente de pedreiro Amarildo, em julho de 2013, é um dos capítulos mais revoltantes da história da polícia fluminense. Esta semana, com a expulsão de sete dos 12 militares condenados pelo bárbaro crime, espera-se que esse triste ciclo tenha sido fechado.

Fechar, obviamente, não é esquecer. Até porque o corpo de Amarildo ainda não foi encontrado — e talvez nem seja. Virar a página também não significa destruir o livro. Do caso emergem questões seriíssimas: como é possível um efetivo inteiro — guarnição da UPP da Rocinha — ir brutalmente de encontro aos propósitos gestados pela cúpula da Segurança, de aproximação e garantia da liberdade e da paz? Que polícia é essa que aterroriza, julga, mata e se desfaz do corpo, como se valor algum desse à vida?

A despeito de possíveis recursos, de ambos os lados, encerra-se um ciclo. O viés no estado é de mais desafios à polícia com a criminalidade avançando no vácuo da crise. Há meios e meios de encará-la. Que não seja como foi com Amarildo. Nunca mais.

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