Protesto homenageia jovem morta em arrastão na Linha Amarela

Manifestantes foram à Praia do Morro, no Espírito Santo, no mesmo dia em que a tocha olímpica passou pelo local

Por O Dia

Ana Beatriz Frade morreu baleada na cabeça Reprodução Instragram

Rio - Centenas de pessoas foram à Praia do Morro, no Espírito Santo, na manhã desta terça-feira, homenagear Ana Beatriz Frade, de 17 anos. A jovem foi morta baleada durante um arrastão na Linha Amarela, na altura de Del Castilho, na Zona Norte, na véspera do Dia das Mães, no último dia 7. Na ocasião, a menina, que morava há três anos em Guarapari, ia fazer uma surpresa para a mãe, no Aeroporto Internacional do Galeão.

O ato ocorreu por volta das 11h, enquanto a tocha olímpica percorria a orla da praia. Vestidos com uma camisa preta com a imagem da adolescente, os amigos da jovem levaram cartazes com os dizeres "Luto", "Menos bala e mais amor" e "Que país é esse?" e fizeram uma roda na areia. Além disso, os participantes ainda jogaram balões vermelhos durante a manifestação.

Tricolor, a jovem também recebeu homenagem do seu time de coração. Na última sexta-feira, o atacante do Fluminense Fred escreveu uma publicação no seu Facebook relembrando o caso e disse que "não foi uma fatalidade que levou Ana Beatriz embora".

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"O que tirou a vida de uma garota de 17 anos é um problema que está longe, muito longe, de ser resolvido aqui no Brasil. Falta educação, falta saúde, falta dignidade pra viver. Nessa história, que, infelizmente e com certeza, se repete em outros lugares todos os dias, quase sempre são duas vítimas. De um lado, uma adolescente que teve sua vida arrancada brutalmente, mas, do outro, mais um jovem que, em meio às violências que é submetido desde criança, se torna vítima do sistema que é ruim pra todos", lamentou o jogador.

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