Rio de Janeiro é pioneiro no atendimento a refugiados

Estado oferece curso de Português para 40 pessoas

Por O Dia

Rio - Quarenta refugiados de países como a Síria e o Congo integram, desde março, a primeira turma de alunos do curso formal de Português, promovido pelo Governo do Rio. O Estado é o primeiro a criar um plano de atendimento e atenção a refugiados

Integrante do sistema Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), o curso é realizado na sede da Cruz Vermelha, às segundas, quartas e sextas-feiras. São seis meses de duração. Após o término da capacitação de Português, cada refugiado ganhará um certificado, emitido pelo governo brasileiro.

Estado oferece curso de Português para 40 pessoasMarcelo Horn / Divulgação

"A língua é a primeira barreira que essas pessoas têm que vencer para começar a vida no Brasil. Quando estão integrados, a acolhida é de outro tipo: eles podem se comunicar e trabalhar", explicou Ugo Medrado Correa, assessor da Superintendência de Promoção dos Direitos Humanos da Secretaria de Assistência Social.

Principais destinos

O Rio de Janeiro é um dos principais destinos de refugiados que chegam ao Brasil. Segundo estatísticas do Comitê Nacional para Refugiados (Conare), a cidade abriga cerca de 3 mil pessoas em situação regular, incluindo solicitantes de refúgio e portadores de visto humanitário. No Brasil, são 8 mil refugiados, de 79 nacionalidades.

Em 2014, 458 pessoas solicitaram refúgio no Rio de Janeiro, e no ano passado este número saltou para 834. Já no primeiro trimestre deste ano, se destacam os pedidos de asilo vindos de imigrantes da Síria, que são 5,2% das solicitações, e os afegãos, 2,9% do total. Os cidadãos da Venezuela têm aumentado: hoje são 2,4% dos pedidos.

O maior número de pedidos vem da República Democrática do Congo. Em 2014, eram 36% do total de estrangeiros no estado, e em 2015 esse número subiu para quase 40%. Nos primeiros três meses de 2016, 55% das novas chegadas foram de congoleses.

Últimas de Rio De Janeiro