Mulher do braço-direito de Rogério 157 é presa em operação na Mangueira

O segurança de Cachorrão, identificado como Thiago Felipe Andrade de Souza, de 18 anos, foi morto em troca de tiros

Por O Dia

Rio - Policiais civis prenderam a mulher do traficante Alberto Ribeiro Sant'Anna, o Cachorrão, braço-direito de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, durante a operação policial realizada no Morro da Mangueira, na manhã desta quarta-feira. O segurança de Cachorrão, identificado como Thiago Felipe Andrade de Souza, de 18 anos, trocou tiros com os agentes e acabou baleado. Ele foi socorrido mas não resistiu e morreu. Com ele foi apreendida uma pistola calibre 9 milímetros. Cachorrão conseguiu fugir.

Pelo menos 120 tabletes de maconha foram encontrados em casa na Mangueira. Prejuízo é de mais de R%24 200 milSeverino Silva / Agência O Dia

Cerca de 80 agentes participaram da operação. Na casa de um criminosos, na Rua São Sebastião, foram encontrados 150 tabletes de maconha. O prejuízo ao tráfico, segundo avaliação preliminar de policiais, é de mais de R$ 200 mil.

Polícia Civil fez operação na MangueiraSeverino Silva / Agência O Dia

Na casa onde a mulher de Cachorrão, Tainá da Silva Veloso, de 22 anos, foi presa, os agentes encontraram ainda uma mochila com grande quantidade de maconha, cadernos com anotações da contabilidade do tráfico, aparelhos de telefone celular, contrato de locação da residência em nome da irmã de Tainá, além de comprovantes de depósitos bancários de grandes quantias e notas fiscais de compras de eletrodomésticos e eletrônicos. Tainá foi presa em flagrante pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas.

Alberto Ribeiro Sant'Anna%2C o Cachorrão%2C 35 anos%2C conseguiu escapar%2C mas a mulher dele%2C Tainá da Silva Veloso%2C 22 anos%2C foi presaReprodução

A mãe do criminoso e a sua neta de 10 meses - filha de Cachorrão e de Thaina - também foram levadas à delegacia. Ao DIA, a mãe do acusado afirmou que mora em Campo Grande e, ontem, sua nora havia lhe convidado para rever a neta, já que ela não via a menina há meses. Segundo a doméstica, ela "nunca concordou" com o que o filho faz e por isso há mais de 7 anos se afastou e não falava com ele. Segundo a mulher, ela resolveu passar a noite na casa da nora e, hoje, ela foi surpreendida com a chegada da polícia. "Eu nunca achei certo o que o meu filho faz. Então me afastei dele. Não acho certo. Só estava naquela casa porque eu fui vez a minha netinha", contou a mulher após ser ouvida na delegacia.

Participaram da operação do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) as delegacias de Combate as Drogas (DCOD), de Roubo de Automóveis (DRA), de Roubos e Furtos (DRF), de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e a Coordenadoria de Operações Especiais (Core).

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