Jovens de São Gonçalo e Niterói se preparam para participar de torneio na Nasa

Adolescentes precisam construir veículo para rodar em terrenos que simulam outros planetas

Por O Dia

Rio - As cidades de Niterói e São Gonçalo estão ficando cada vez menores. Pelo menos para um grupo de seis adolescentes dos dois municípios — três garotas e três meninos, entre 15 e 18 anos. É que eles têm se destacado em diversas competições acadêmicas do Brasil e começam a ganhar o mundo — dois deles conquistaram, em dezembro, medalha de bronze no International Young Mathematicians Convention, na Índia.

Agora eles se preparam para o Nasa Human Exploration Rover Challenge, que acontecerá na sede da agência espacial no Alabama, Estados Unidos, entre 30 de março e 1º de abril.

Adolescentes precisam construir um veículo para rodar em terrenos que simulam outros planetas Maíra Coelho / Agência O Dia

Realizada anualmente, a competição já é um desafio para o grupo. Afinal, pelo regulamento, eles devem construir, nos seus países de origem, um veículo para duas pessoas e dotado de tração humana. A estrutura ainda tem de ser dobrável, com no máximo 1,50 metro, e não poderá ultrapassar os 2,40 m de comprimento. “É um desafio, mas queremos levar o Brasil ao primeiro lugar, mostrar que somos capazes”, destaca Larissa Perrone, 18 anos, uma das integrantes da equipe ‘Spacetroopers’.

Além da estrutura, serão avaliados os componentes utilizados nas rodas. Para tanto, eles usam materiais resistentes como compensado marítimo e chapas de metal. “O mais difícil vai ser fazer o carro ser capaz de rodar por um quilômetro em trechos que simulam os terrenos de outros planetas”, pondera Alexandre de Souza, 18 anos.

Outro desafio é a dificuldade de patrocínio. Não por acaso, o grupo está com vaquinha virtual no site www.vakinha.com.br/vaquinha/primeiro-grupo-brasileiro-no-nasa-rover-challenge e criou página no Facebook — @SpacetroopersNASA. No total, foram arrecadados R$ 14 mil dos R$ 40 mil necessários para a viagem. “É uma tarefa difícil, dolorosa e cara”, brinca Fellipe Franco, 17 anos.

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