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O delegado Wellington Vieira, titular da 21ª DP (Bonsucesso), não acredita que as imagens das câmeras que fazem o monitoramento do presídio Frederico Marques, em Benfica, onde o ex-governador do Rio Anthony Garotinho diz ter sido agredido, possam ter passado por edição.

Na terça-feira, o procurador-Geral da Justiça, Eduardo Gussem, solicitou a filmagem à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para fazer uma perícia pelo Ministério Público. O laudo da Polícia Civil ficará pronto em 30 dias.

Ontem, Vieira realizou uma perícia na cela B4 da cadeia onde estava Garotinho quando disse que foi agredido. "Eu contei 12 portas desde a portaria até a cela onde ele estava. Inclusive presos que estão na cela oposta vão ser inquiridos para que a gente consiga saber deles se os presos sentiram ou ouviram alguma coisa estranha", afirmou o delegado.

Entre os presos que serão ouvidos está Sérgio Côrtes, ex-secretário estadual de Saúde do governo Cabral, e que também está preso. Côrtes trabalha como médico no presídio para remição de pena e prestou os primeiros socorros a Garotinho. Seu depoimento está marcado para a próxima segunda.

Vieira destacou que a segurança do presídio de Benfica é bem planejada. "A princípio o sistema é bem feito, os acessos são vários e uma pessoa para caminhar da portaria até a cela dele deveria passar por várias barreiras", opinou.

Enquanto o delegado estava em Benfica, uma outra equipe foi ao Complexo Penitenciário de Bangu para realizar o retrato falado do possível suspeito. No entanto, por uma problema no computador da unidade, o trabalho não foi executado.

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