Com poucas mudanças, Maroon 5 faz show mais à vontade no palco

Banda não repetiu versão de 'Garota de Ipanema', que rolou na sexta e já aparecera no show de 2016, e incluiu 'Lost Stars' e a nova 'What Lovers Do'

Por O Dia

Rio - Adam Levine prometeu algumas diferenças para quem fosse ao segundo show do Maroon 5 no Rock In Rio neste sábado (16) - o primeiro show foi o que substituiu o da faltosa Lady Gaga. Não foram tantas diferenças assim, no fim das contas. A banda não repetiu sua versão de 'Garota de Ipanema', que rolou na sexta e já aparecera no show de 2016, e incluiu 'Lost Stars' e a nova 'What Lovers Do', single lançado no fim de agosto e já prometido para o próximo disco. Fizeram um show bem mais calmo e simpático, mais à vontade no palco. Não há espaço para segmentos diferentes e medleys, é só hit atrás de hit: 'She Will Be Loved', 'Animals', 'This Love'. O vocalista tirou a camisa, usou 'Let's Dance', hit de David Bowie, para apresenrar o grupo e deixou a Cidade do Rock com fãs novos, e falando para um público que vai do 8 aos 80.

Com poucas mudanças%2C Adam Levine levantou o público no segundo dia do Rock in RioAg. News

Mesma coisa aconteceu com a banda que abriu o Palco Mundo, o Skank. O vocalista e guitarrista Samuel Rosa lidera uma formaçáo sólida do rock nacional e, mais do que amar e recolocar seus próprios hits, sabe como criar uma atmosfera em que o público se sente participando do show. Pede a um câmera para filmar o mar de mãos e braços do público, avisa para o público inteiro agitar os braços para "sair na capa do jornal", evoca o Queen com 'Love Of My Life' (tocada pela banda no primeiro Rock In Rio) para o refrão de 'Três Lados'... E ainda houve a deixa para Samuel dedicar o hit 'In(dig)nação', aos políticos brasieiros. "Vocês são piores que ladrões. Vocês matam gente!", bradou.

Shawn Mendes, o garoto canadense revelado pelos vídeos que postava no Vine (uma rede social de vídeos de seis segundos, hoje descontinuada) e ama Ed Sheeran, impressionou com o vocal maduro, o número de fãs que o saudavam e por um domínio de palco eficiente. Impressionou também, só que aí pelo lado mais criticável, pelo baixo som do show - que levou uma turma a reclamar nas redes sociais.

E acabou, vejam só, em situação melhor que a de Fergie, que mesmo cercada de fãs, incorreu num show mal cantado, mal formatado (vários blocos com versões curtíssimas de suas músicas e uns clipes meio dispersivos) e sujeito a riscos, como o do microfone que falhava a todo momento - e que ela recusou-se a trocar, alegando que o fone de retorno é que estava ruim. Ainda assim, havia momentos de brilho, como 'I Got a Feeling', de sua banda Black Eyed Peas, os hits 'Fergalicious', 'Big Girls Don't Cry' (durante o qual a cantora, separada há dois dias do marido, chorou muito). Nem é preciso dizer: Pabblo Vittar levantou o show fazendo uma aparição com 'Sua Cara', gravada por ele e com Anitta, e Sergio Mendes e Gracinha Leporace foram outra surpresa da noite, aparecendo por lá para cantar 'Mas Que Nada', de Jorge BenJor. Um "de tudo, um pouco" que poderia ser só um show bom.

No Palco Sunset, destaque para a beleza da homenagem de Mariana Aydar, Tiê, Lucy Alves e Emanuelle Araújo a João Donato. E para Elza Soares dividindo tarefas com o raper Rael.

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