Henrique Pizzolato vai ficar na Itália

Justiça do país suspende, de novo, a extradição do ex-diretor de Marketing do BB

Por O Dia

Itália - Mais uma vez, a Itália suspendeu a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil. A decisão ocorreu após a Justiça acolher recurso impetrado ontem mesmo pelo advogado do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil. A informação foi confirmada Ministério da Justiça.

Pizzolato alega que prisões do Brasil não garantiriam sua integridadeReprodução Internet

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o governo brasileiro respeita a decisão italiana. “Nós temos que aguardar a solução final. É um procedimento admitido pela legislação italiana e, portanto, o Brasil respeitará a decisão italiana, seja ela qual for.”

Cardoso afirmou ainda que o Brasil continuará lutando para que a decisão do Judiciário brasileiro seja cumprida. “É o que temos feito em conjunto, com o Ministério Público Federal”.

Na quinta-feira, Pizzolato iniciou greve de fome em protesto contra a extradição. Ele está preso na Itália e poderia voltar ao país já na segunda-feira.

Na semana passada, o Tribunal Administrativo Regional de Lazio, na Itália, havia autorizado a extradição ao rejeitar recurso em que a defesa alegava que os presídios brasileiros não têm condições de garantir a integridade física dos detentos.

O ex-diretor do BB foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Ele foi sentenciado a 12 anos e sete meses de prisão. Antes de ser condenado, Pizzolato, que tem cidadania italiana, fugiu para a Itália com identidade falsa, mas acabou sendo preso em fevereiro de 2014, em Maranello.

A notícia da suspensão da extradição causou surpresa e revolta em diplomatas brasileiros em Roma, já que haviam discutido os detalhes da extradição de Pizzolato com autoridades dos ministérios do Interior e da Justiça italianos.

Uma equipe de policiais federais — um delegado e três agentes — já estava no aeroporto de Brasília para embarcar para a Itália, quando foram informados, por volta das 14h de ontem, de que a operação para repatriar o condenado fora abortada pela Justiça italiana.

Para a defesa, havia falhas de formalidades do pedido de extradição.

Últimas de _legado_Brasil