Inflação semanal recua na 3ª prévia

Hortaliças e legumes ficaram mais baratos, segundo FGV

Por O Dia

Rio - Mais uma vez as hortaliças e os legumes ficaram mais baratos, e a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,16% na terceira prévia de julho, depois de avançar 0,24% na semana anterior, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Dos oito grupos de despesa analisados pela instituição, seis apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para os preços relativos à alimentação (de 0,11% para -0,10%), como os de hortaliças e de legumes (de -8,16% para -11,78%).

Para o especialista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), André Braz, os alimentos este ano não se tornarão os vilões da inflação. Segundo ele, ainda não dá para cravar o percentual da inflação anual, “mas a tendência, conforme o mercado, é em torno de 6,4%, ligeiramente abaixo do teto da meta”.

“Temos que observar como o governo tratará os preços administrados, como combustíveis, ônibus urbano e energia. É um ano de eleição, quando geralmente não há liberação de preços”, diz o economista. Ele alerta que a alta da energia impactará no custo da inflação.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,52% para 0,40%); educação, leitura e recreação (de -0,01% para -0,08%); vestuário (de 0,16% para -0,03%); transportes (de 0,13% para 0,10%); e comunicação (de 0,04% para 0,02%).

Preços dos alimentos sobem menos

Para o economista da FGV, André Braz, a queda no preços dos alimentos em geral ajudará a manter a inflação abaixo do teto da meta. No entanto, ele lembra que esse segmento já teve uma grande elevação, impactando no custo de vida do consumidor e, que, agora apenas deu uma parda técnica.

“No primeiro semestre, por exemplo, as carnes apresentaram uma alta de 16% até julho. Ou seja, já subiram muito acima da média e influenciaram no custo das pessoas. Agora está parando de subir, dando um alívio para o consumidor”, explica Braz.

Na contramão, o grupo habitação registrou avanço de uma semana para a outra, passando de 0,44% para 0,48%.

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