Supertufão nas Filipinas matou até 2,5 mil, e não dez mil, diz presidente

'Houve um drama emocional envolvido nesta estimativa em particular', afirmou Benigno Aquino

Por O Dia

Washington - O número de mortes provocadas pela passagem de um supertufão nas Filipinas é provavelmente de 2.000 ou 2.500, mas não o total relatado anteriormente de 10.000, afirmou o presidente do país, Benigno Aquino, em entrevista à CNN nesta terça-feira.

"O número que eu tenho neste momento é de cerca de 2.000, mas pode ser ainda maior", disse Aquino à repórter Christiane Amanpour em entrevista publicada no site da CNN na Internet. "Dez mil, eu acho, é muito", ele disse à CNN. "Houve um drama emocional envolvido nesta estimativa em particular."

Confira aqui nossa galeria: Supertufão Haiyan devasta Filipinas

Imagem da ilha Batayan após passagem do supertufãoEfe

Apelo da ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um apelo de US$ 301 milhões (R$ 701 milhões) para ajudar os milhões de afetados pela passagem de um tufão nas Filipinas. Somente na cidade de Tacoblan, a mais atingida pelo tufão Haiyan, estima-se que 10 mil pessoas tenham morrido.

Nesta terça-feira, o governo filipino elevou o número oficial de mortos pelo tufão para 1.744. O Conselho de Defesa Civil e de Redução de Riscos também afirmou em comunicado que 2.487 pessoas ficaram feridas pela passagem do Haiyan há quatro dias.

A ONU afirmou que mais de 11 milhões de moradores teriam sido afetados pela tempestade e cerca de 673 mil estariam desabrigados. Vários países enviaram navios e suprimentos para as Filipinas, mas o mau tempo está prejudicando o transporte e a distribuição dos itens.

Valerie Amos, a sub-secretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários e Emergência, afirmou à emissora britânica BBC que os moradores das regiões afetadas estavam "absolutamente desesperadas". "Eles precisam de comida, de água, de abrigo. As pessoas precisam ser proteginas", disse.

Os números devem aumentar muito, com as autoridades estimando que a tempestade matou 10 mil ou mais e deixou desabrigados cerca de 660 mil.

Família se abriga em telhado de casa destruída Efe

Um caçador de tempestades viajou para a cidade de Tacloban, nas Filipinas, para fazer imagens do supertufão Haiyan. O norte-americano Jim Edds é cinegrafista e foi para o local filmar a chegada da tempestade. O homem afirmou ter visto dezenas de corpos no litoral da cidade após a passagem do supertufão.

Muitos moradores não conseguiram deixar o local a tempo e outros se refugiaram muito próximos ao mar e podem ter sido levados pelas fortes ondas.

Haiyan foi classificado como um dos tufões mais fortes já registrados. Ele atingiu as Filipinas com ventos de mais de 300 quilômetros por hora.

Caos no aeroporto

Centenas de sobreviventes estavam em aeroportos lutando para para viajar para locais mais seguros nesta terça. Segundo Jim Edds, o aeroporto de Tacloban estava um verdadeiro caos. Ele conseguiu deixar a cidade num avião militar que levava cerca de 200 feridos. Filipinos fizeram fila para conseguir espaço em um avião.

Visando acelerar a chegada de ajuda humanitária no país, o presidente da Filipinas declarou estado de calamidade pública.

Supertufão é o pior desastre natural da histórias das ilhas. A tempestade perdeu força antes de chegar ao Vietnã e ao sul da China, nesta segunda.


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