Editorial: Preconceito em forma de estatuto

Estatuto da Família trata-se de peça anacrônica que tenta, a pretexto de preservar uma dita “tradição”, desconsiderar qualquer outro núcleo parental que não o formado por um homem e uma mulher

Por O Dia

Rio - Na contramão do entendimento do Judiciário brasileiro — que encontra respaldo em supremas cortes mundo afora —, a Câmara dos Deputados se esforça para parir uma aberração: o Estatuto da Família. Trata-se de peça anacrônica que tenta, a pretexto de preservar uma dita “tradição”, desconsiderar qualquer outro núcleo parental que não o formado por um homem e uma mulher.

Espera-se que o Senado, para onde a equivocada peça está indo, seja menos fundamentalista do que a Câmara. Não há interpretação que legitime ou dê razão à sanha homofóbica da comissão especial que quer, no fundo, negar direitos a gays e a famílias “não convencionais”.

Mais uma vez, não se trata de “ditadura gay” nem de perverter a nação. Trata-se de reconhecer direitos e de garanti-los a todos os cidadãos, independentemente de sexo, raça, credo, orientação sexual ou time de futebol.

Pobre do país que gasta orçamento e saliva para impor projetos inúteis, inócuos e preconceituosos.

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