Com medo de protestos, policiais patrulham Palácio Guanabara

Rua que dá acesso ao Palácio também está patrulhada

Por O Dia

Rio - Cerca de 100 policiais militares do 36º BPM (Laranjeiras) estão fazendo a segurança do Palácio Guanabara. Duas fileiras de grades isolam o Palácio e a calçada. A Rua Paisandu, que dá acesso ao local, também está com policiamento reforçado.

As vias no entorno seguem com o trânsito aberto. Os manifestantes ainda não se aproximaram do Palácio. 

Manifestantes soltam fogos em cavalos e polícia devolve com bombas

Quatro pessoas que participam da manifestação pela melhoria do transporte público na cidade causaram tumulto na frente da sede da Prefeitura, no Centro do Rio, na noite desta quinta-feira. Eles soltaram fogos de artifício em direção aos cavalos do Batalhão de Choque (BPChq), uma das forças de segurança que patrulham a sede do governo municipal.

Os PMs reagiram com bombas de efeito moral, spray de pimenta e bombas de gás. Ainda não há informações sobre feridos ou detidos.

Estimativa inicial é de 300 mil

A manifestação por melhorias nos transportes públicos, além de fiscalização dos contratos com as empresas, reúne aproximadamente 300 mil pessoas no Centro do Rio na noite desta quinta-feira. A contagem foi realizada pelo especialista Moacyr Duarte, da Coppe / UFRJ.

Com objetivo de organizar os manifestantes durante a passeata, o Movimento Passe Livre usará pelo menos quatro carros de som. Dois deles são da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do diretório estudantil da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os outros veículos serão cedidos por entidades dos sindicatos e associações.

Ativistas se concentram na Candelária e segurança é reforçada no Maracanã

"Eles vão nos ajudar na organização. De cima, vamos poder ver as brigas e avisar a polícia o local certo", explica o integrante do MPL, o professor de História, Gabriel Siqueira, de 24 anos.

Sobre a mobilização de vários partidos políticos criarem grupos durante a manifestação desta quinta, Gabriel diz que a orientação é não partir para violência. Na quarta, durante a manifestação em Niterói, apartidários e representantes do Pstu e Psol brigaram várias vezes. "Não existe divisão do movimento. Ele é apartidário e não antipartidário", completa Gabriel.

O Partido dos Trabalhadores (PT) organizou também para esta quinta, um ato em apoio à presidenta Dilma, no mesmo local e hora do MPL. A mobilização foi organizada através das redes sociais com o nome Onda Vermelha.



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