Morre PM baleada no rosto em perseguição na Zona Oeste

Soldado Drielle Lasnor de Moraes levou tiro na Estrada Água Branca. Ela corria o risco de ficar tetraplégica

Por O Dia

Drielle foi baleada no rosto em perseguição na Estrada da Água BrancaReprodução

Rio - Depois de quase um mês de luta pela vida, a policial militar Drielle Lasnor de Morais, de 25 anos, morreu no início da manhã deste sábado. A soldado foi atingida por um tiro no rosto disparado por bandidos da Zona Oeste, quando ela fazia perseguição a um carro suspeito pela Estrada da Água Branca, em Bangu, dia 25. Desde então, Drielle estava internada no Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo.

Na semana passada, amigos e familiares tinham iniciado uma campanha pedindo doação de sangue, na esperança da recuperação de Drielle. Segundo os médicos, caso ela sobrevivesse, corria risco de ficar tetraplégica. A soldado estava lotada no 14º BPM (Bangu). O enterro da jovem será hoje, às 14 horas, no Cemitério Jardim da Saudade de Sulacap.

O marido da policial, Blaier Doacre, fez uma homenagem a Drielle em sua página na rede social. Ele afirmou que ela realizou um sonho ao entrar para a polícia. “Em 2014, realizou mais um sonho: ingressar na PMERJ. Hoje, me despedindo da minha princesa que tanto amo. Nunca vou te esquecer, somos um só coração, você vai estar aqui para sempre”, escreveu.
A tia de Drielle, Olimpia Catarina, agradeceu em nome da família o apoio prestado por amigos e internautas na recuperação da policial, além das orações e palavras de carinho no período de vigília. “Deus sabe o que faz e o que é melhor para os seus filhos. Continuemos a orar para que a nossa soldado descanse em paz”, declarou.

O pai de Drielle, que também era policial, foi morto pelo mesmo motivo, vítima de bandidos durante o serviço, há cerca de dez anos.

Na noite de 25 de maio, Drielle e outros dois policiais perseguiram um Gol verde suspeito, depois que o motorista do veículo acelerou ao perceber que seria abordado pelos PMs. Os acusados atiraram contra a viatura, ferindo a soldado Drielle e outros dois militares, que sobreviveram. A fuga terminou quando o carro suspeito bateu contra o muro de uma igreja. Dois acusados foram presos. O terceiro, conseguiu escapar.


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