Em audiência, Sininho diz que foi 'transformada em liderança terrorista'

Elisa Quadros negou o uso de objetos violentos nas manifestações deflagradas em junho de 2013

Por O Dia

Rio - A ativista Elisa Quadros, a Sininho, participa, nesta terça-feira, de audiência no Tribunal de Justiça em processo que julga 23 ativistas acusados de formação de quadrilha e atos violentos nos protestos deflagrados em junho de 2013. Sininho disse que é vítima de fofocas e que foi 'transformada em uma liderança terrorista'. Ela e a também ativista Karlayne da Silva Moraes, a "Moa",que também presta depoimento, eram consideradas foragidas até junho deste ano, quando foi concedido habeas corpus. 

A ativista Elisa Quadros%2C a Sininho%2C diz que foi transformada em liderança terroristaJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

"Com a ajuda de fofocas, me transformaram em uma liderança terrorista. Meu ativismo era com aulas, atividades culturais. Como sou produtora, sempre trabalhei com foco na cultura", declarou Sininho, que negou o uso de objetos que pudessem causar dano a pessoas ou estabelecimentos públicos e privados. "Nunca usei máscaras e jamais participei de atos violentos. Sempre fiquei mais nas ocupações, até ser presa em outubro"

A ordem de prisão de Sininho, Moa e Igor havia sido dada pelo juiz Flávio Itabaiana, da 7ª Vara Criminal, em dezembro do ano passado. Mas no dia 18 de maio, o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, concedeu uma liminar que suspendia o processo contra 23 ativistas.

Também no mês passado, o STJ havia derrubado uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que autorizava a quebra do sigilo dos telefones de duas advogadas que defendem Sininho.

A interceptação foi autorizada pela 27ª Vara Criminal do Rio em um inquérito que investiga a prática de associação criminosa ligada às manifestações de junho de 2013. A princípio, os grampos também foram feitos em telefones fixos do Instituto de Defensores de Direitos Humanos, associação civil que presta assistência jurídica aos manifestantes.

Na ocasião, a Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro alegou que a ordem judicial "violou a inviolabilidade da comunicação entre advogado e cliente e o Estatuto da Advocacia".



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