Carros de luxo são apreendidos com quadrilha especializada em roubos de carga

Treze pessoas foram presas nesta sexta-feira na operação da Polícia Federal e Ministério Público

Por paulo.gomes

Rio - Uma quadrilha especializada em roubo de cargas foi desarticulada nesta sexta-feira. Durante a Operação Roubo e Venda, da Polícia Federal, em conjunto com o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, foram cumpridos 13 mandados de prisão (uma pessoa segue foragida), e aprendidos diversos carros e motos de luxo.

"Durante as buscas, prendemos um envolvido em casa com uma pistola. Apreendemos também vários carros, como uma Mercedes, avaliada em R$ 200 mil", disse Fábio Marcelo Andrade, delegado da PF.

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A quadrilha era encabeçada pelos empresários Silvio Vinícius da Silva Pinto e Eduardo Mendes de Queiroz. Eles determinavam quando seriam os roubos e qual seria a mercadoria. No final, os produtos que variavam entre peças de automóveis, chocolates, roupas íntimas, bebidas e até medicamentos, eram repassados para oito receptores.

O delegado Fabio Marcelo Andrade explicou que produtos eram vendidos%2C às vezes%2C no mesmo bairro do rouboEstefan Radovicz / Agência O Dia

"A investigação começou após informações de que uma denúncia de que empresários de Mesquita estariam receptando mercadorias roubadas. Eles participavam do roubo fornecendo os carros que eram utilizados durante os crimes", afirma Wagner de Menezes, delegado da PF. "Com um dos bandidos presos numa comunidade, foi apreendida uma moto Kawasaki", completou o delegado Fábio Marcelo.

A investigação teve início em abril e ficou constatado que grupo de ladrões, formado por oito pessoas, praticavam os roubos diariamente. Eles atuavam em rodovias da Baixada Fluminense e o lucro da quadrilha é de R$ 500 mil, mas esse valor pode ser maior.

O grupo articulava os crimes na agência de veículos Esquina do Automóvel%2C em Mesquita%2C de propriedade de Silvio Vinícius da Silva Pinto e Eduardo Mendes de QueirozReprodução Google Maps

"Os envolvidos se deslocavam para regiões onde têm muito transporte de carga. Eles abordavam os motoristas e, se tivessem com os produtos interessados, eles roupavam", disse Wagner Menezes. Os bandidos, de acordo com Fábio Corrêa de Mattos, promotor do MP, chegavam a sequestrar os motoristas dos caminhões. Mesmo tendo sido apreendidas apenas armas leves, não está destacado o uso de fuzis pelo grupo."A quadrilha utilizava armamentos pesados nessa prática que era diária", diz.

"Hoje, infelizmente, o fuzil é uma arma básica para o ladrão no Rio de Janeiro. Durante as investigações, apreendemos armas leves. Mas temos relatos que eles usavam também armamentos pesados", afirmou o delegado Fábio Marcelo, descartando, a princípio, a ligação da sua quadrilha com o tráfico de drogas.

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