Terreno da Prefeitura segue sem proteção e abandonado no Engenho da Rainha

Após denúncias feitas há mais de um mês, espaço ainda não recebeu cercamento, conforme prometido. Lixo provoca presença de ratazanas no local

Por O Dia

Rio - Há mais de um mês, O DIA 24 Horas denunciou o descaso com moradores do Engenho da Rainha, na Zona Norte. Um terreno que pertence à Prefeitura do Rio na Estrada Adhemar Bebiano, nas proximidades do número 4.230, está abandonado, e algumas pessoas descartam no local todo tipo de lixo, acumulando inseto e roedores. O local, com muito mato e sem nenhum muro ou proteção que evite o acesso, também tem causado insegurança para moradores de dois condomínios que ficam junto ao espaço degradado.

No dia 22 de agosto, ?O DIA 24 Horas ?mostrou a situação que vivem moradores da região. Segundo quem reside próximo ao terreno, moradores de rua e usuários de drogas já foram vistos dentro do espaço, colado a dois novos empreendimentos residenciais do bairro. Reclamações já foram feitas pelo 1746 da Prefeitura pedindo uma solução em relação ao terreno, mas até então nada foi feito.

Procurada desde o dia 2 de setembro, a Prefeitura do Rio não apresentou uma solução para o caso. Já a Subprefeitura da Zona Norte não respondeu aos diversos emails e telefonemas da reportagem.

Lixo e móveis se amontoam em terreno aberto da PrefeituraLeitor Roque Gomes em 01/10/2014

"O terreno ficou abandonado pela prefeitura. Tem ratos entrando no condomínio e invadindo o bloco próximo. Está desvalorizando os imóveis", disse Roque Gomes, que mora em um dos condomínios que ficam junto ao espaço. O síndico de um dos empreendimentos já fez reclamações junto à Prefeitura, mas nada foi feito.

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O futuro do local também tem sido assunto entre os moradores. "O mesmo poderia ser aproveitado pela prefeitura como área de lazer, agência bancária ou um curso profissional para quem mora na região", disse Roque. Na época, a Prefeitura do Rio informou que o terreno pertence ao município e que não há nada previsto para o local, sendo ainda analisado o melhor uso para o espaço. A subprefeitura da Zona Norte havia prometido providenciar o cercamento do terreno, mas a situação continua a mesma.

Presença de lixo no terreno causa a presença de ratazanas no local%2C segundo a ComlurbLeitor Roque Gomes em 01/10/2014

Lixo no local provoca a presença de ratazanas

A falta de consciência de quem mora na região ao jogar lixo no terreno tem provocado muita dor de cabeça para que vive próximo ao local. De acordo com relato de moradores e da Comlurb, ratazanas se proliferam no espaço abandonado. "Enquanto houver lixo e comida ali, haverá ratazanas no local", disse a companhia de limpeza, que envia agentes de Controle de Vetores pela terceira vez ao local nesta quarta-feira.

Os agentes encontraram, na primeira inspeção do dia 22, duas ninheiras das ratazanas. Foram colocados raticidas e isqueiras parafinadas. Na segunda visita, dia 4 de setembro, foi constatado que as ninheiras haviam sido eliminadas, mas ainda existiam ratazanas no local. Um tratamento contra os roedores foi realizado.

A Gerência de Limpeza do bairro realiza periodicamente serviços de retirada do lixo tanto na calçada quanto no terreno. Nesta quarta-feira, está previsto um repasse na limpeza do terreno. A Comlurb disse que faz regularmente coleta domiciliar na região às terças, quintas e sábados, a partir das 17h, além de varrer as ruas de segunda a sábado. Também foi informado que foi intensificada a fiscalização no local e quem for pego colocando lixo no espaço será multado.

A Comlurb disse que, para reforçar a importância de não descartar lixo irregularmente, realizou ações com moradores da região para ressaltar a importância de respeitar os dias e horários de coleta domiciliar. A companhia pediu a colaboração dos moradores no sentido de não descartar lixo e entulho de obras de forma irregular e não entregá-los também para carroceiros, que despejam irregularmente o material nas ruas. Quem precisar se desfazer desse tipo de material pode solicitar através do telefone 1746 gratuitamente.

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