'Estamos acabados', diz padrinho de menina morta em perseguição policial

Corpo da menina será enterrado nesta terça-feira em Realengo. Família não pensa em processar estado. 'Vai trazer minha afilhada de volta? É mais sofrimento', desabafou

Por O Dia

Ana Clara estava no colo da mãe no momento do acidenteReprodução Internet

Rio - A menina Ana Clara Quintanilha, de 2 anos, será enterrada na tarde desta terça-feira no Cemitério Murundu, em Realengo, na Zona Oeste, às 14h, sem velório. O corpo da menina foi liberado quase 24 horas depois de sua morte, em Bangu, quando o carro em que estava a sua família foi atingido por um veículo com criminosos que fugiram da PM. Segundo o padrinho da criança, Leonardo do Santos de Melo, a Polícia Civil tinha que comunicar aos Bombeiros a liberação para que o corpo fosse levado para o Instituto Médico Legal (IML). No IML, o caso foi tratado com prioridade, agilizando a liberação. 

Leonardo, que é bombeiro civil, disse que a família está arrasada com a perda da pequena Ana Clara. "Estamos acabados. Elas estavam voltando de um chá de bebê. Aconteceu o que ninguém espera, né?", disse.

Leonardo disse que a família não foi procurada por ninguém do estado nem da Polícia Militar. Perguntado se pretende levar o caso à Justiça, o padrinho da criança foi enfático. "Vai trazer minha afilhada de volta? Não. É só mais sofrimento", desabafou.

Ana Clara estava no colo da mãe no momento do acidente e bateu com a cabeça. Ela chegou a ser levada para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas morreu antes de chegar na unidade. Após o acidente, os policiais atiraram contra o suspeito, que foi atingido e levado para o mesmo hospital, mas morreu na unidade.

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